Mundial-2026: Gattuso admite que o play-off de Itália é "o jogo mais importante da carreira"

Gattuso a falar à comunicação social antes do play-off de quinta-feira
Gattuso a falar à comunicação social antes do play-off de quinta-feiraGIACOMO COSUA / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

O selecionador italiano, Gennaro Gattuso, afirmou na quarta-feira que a meia-final do play-off do Mundial-2026, frente à Irlanda do Norte, é o jogo mais importante da sua carreira como treinador.

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Os azzurri recebem a Irlanda do Norte em Bérgamo esta quinta-feira, tentando pôr fim a uma ausência de 12 anos nas fases finais do Mundial, depois de falharem o apuramento para as duas últimas edições, na Rússia e no Catar.

"É, sem dúvida, o jogo mais importante da minha carreira. Mas estou preparado... Não estou a pensar no que pode correr mal, quero pensar de forma positiva, pensar em grande, e amanhã vamos dar tudo", disse Gattuso aos jornalistas.

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Gattuso admitiu que, para si, o jogo de quinta-feira é, de certa forma, ainda mais importante do que a final do Mundial-2006, que conquistou como jogador da Itália após vencer a França nos penáltis. Desde então, a Itália ainda não chegou à fase a eliminar de um Mundial, e as eliminações nos play-offs de qualificação em 2018 e 2022 conferem uma enorme importância ao encontro desta quinta-feira.

Gattuso brincou dizendo que precisa de comprimidos para conseguir dormir, caso contrário passa a noite acordado "como um morcego" devido à pressão.

"Isso já é outro mundo, deixei de jogar há anos e já nem me lembro dos jogos em que participei. Não há comparação possível, não tanto pela tensão, mas pela responsabilidade que coloquei sobre mim próprio", afirmou.

Gattuso acrescentou que a maioria dos seus jogadores está em condições, e que o defesa do Inter de Milão Alessandro Bastoni e o avançado da Atalanta Gianluca Scamacca são as únicas dúvidas para a meia-final.

Pressão

O avançado Mateo Retegui regressou a Bérgamo, onde se sagrou melhor marcador da Serie A com a Atalanta na época 2024/25, e onde bisou numa goleada por 5-0 frente à Estónia em setembro do ano passado.

"Falámos muito sobre manter a calma, descomplicar e não pensar demasiado no assunto. Sabemos que só há um resultado possível para nós, que é vencer", referiu Retegui, que agora representa o Al-Qadsiah na Arábia Saudita.

Se a Itália ultrapassar a Irlanda do Norte, que não marca presença num Mundial desde que foi eliminada na fase de grupos há 40 anos, irá defrontar uma das seleções do País de Gales ou da Bósnia-Herzegovina fora de casa, na terça-feira.

A Irlanda do Norte empatou a zero com a Itália em Windsor Park em 2021, resultado que impediu os campeões europeus em título de liderarem o seu grupo de qualificação e acabou por conduzir à eliminação frente à Macedónia do Norte no play-off.

"O mais importante para nós é disputar o jogo e não pensar no que está em causa. A pressão está claramente do lado da grande nação, que é a Itália. Não podemos deixar-nos intimidar pela reputação dos jogadores que eles têm", afirmou o selecionador da Irlanda do Norte, Michael O'Neill.

O'Neill, que levou a Irlanda do Norte à sua primeira participação num Campeonato da Europa em 2016, está consciente da pressão sobre a Itália e afirmou querer um jogo equilibrado.

"A Itália tem a sua própria situação para gerir, que é a sua história. Só têm essa história porque são uma grande nação do futebol. Respeitamo-la totalmente. Não é algo que possamos usar a nosso favor, é algo com que eles têm de lidar, e nós temos de tornar o jogo difícil para eles", acrescentou.