Mundial-2026: Itália volta a falhar agora frente à Bósnia (2-1), Rep. Checa afasta Dinamarca (3-2 a.g.p.)

Atualizado
Bósnia volta ao Mundial depois da edição de 2014
Bósnia volta ao Mundial depois da edição de 2014Reuters

A Itália voltou a falhar a fase final de um Mundial, pela terceira vez consecutiva, ao perder nas grandes penalidades diante da Bósnia (4-1) após um empate 1-1 no tempo regulamentar. Os bósnios, com Dedic no onze, voltam ao grande palco pela segunda vez depois da edição de 2014. A República Checa, com Hornicek no banco, carimbou a presença na fase final pela segunda vez desde a sua independência e a primeira desde 2006, ao bater a Dinamarca, de Bah, Froholdt, Hjuldmand nas grandes penalidades (3-1), após um empate 2-2 no tempo regulamentar.

Bósnia-Herzegovina 1-1 Itália (4-1 g.p.)

No ambiente tenso e intimidante de Zenica, os anfitriões tiveram a primeira oportunidade quando o remate de Erdin Demirović à entrada da área foi defendido por Gianluigi Donnarumma.

Pontuações dos jogadores
Pontuações dos jogadoresFlashscore

No entanto, o seu colega da baliza adversária, Nikola Vasilj, teve um momento desastroso aos 15 minutos, quando entregou a bola a Nicolò Barella fora da área. O médio do Inter tocou  para Moise Kean, que finalizou com mestria, colocando a bola no fundo das redes com um remate colocado e colocando a Azzurra em vantagem

A Bósnia, porém, não se deixou abater e reagiu de imediato. Primeiro, Ivan Basic obrigou Donnarumma a uma defesa difícil com um remate de fora da área, e depois Nikola Katić deveria ter aproveitado melhor uma oportunidade clara de cabeça. A pressão continuou quando Demirovic cabeceou para fora após um livre. Já sob pressão apesar da vantagem, a equipa de Genaro Gattuso sofreu mais um golpe pouco antes do intervalo, quando Alessandro Bastoni recebeu um cartão vermelho direto por derrubar Amar Memic que seguia em direção da baliza.

Tentando aproveitar a vantagem numérica, Sergej Barbarez fez duas substituições ao intervalo, e uma delas – Kerim Alajbegović – foi o próximo a testar Donnarumma. A Itália teve a hipótese de ampliar a vantagem contra a corrente do jogo aos 60 minutos, quando Kean se isolou desde o meio-campo, mas atirou por cima da barra em frente à baliza. Se este jogo fosse um combate de boxe, a Bósnia estaria em vantagem nos pontos, e aos 70 minutos, Donnarumma baixou-se para a direita e desviou a finalização de Benjamin Tahirović para canto, numa defesa impressionante.

No entanto, depois de fazer mais uma boa defesa a um cabeceamento de Edin Džeko, o guarda-redes italiano nada pôde fazer quando Haris Tabaković empurrou a bola para a baliza, empatando a partida de forma merecida, a pouco mais de 10 minutos do final. Isso significava que seriam necessários pelo menos mais 30 minutos para decidir o destino destas seleções no Mundial, e a primeira parte do prolongamento foi cautelosa – mas não sem controvérsia.

Marco Palestra foi derrubado à entrada da área por Tarek Muharemović e, enquanto a Itália pedia o cartão vermelho, tal como Bastoni, o árbitro Clément Turpin mostrou apenas o amarelo. Após o livre na direita, o Palestra encontrou Sebastiano Esposito no segundo poste, mas Vasilj fez uma grande defesa. A melhor ocasião da segunda parte do prolongamento surgiu quando Tahirović rematou rasteiro para fora, o que levou a decisão para os penáltis.

A atmosfera de adeptos dentro do Estádio Bilini Polje afetou claramente Esposito, que falhou o primeiro remate da Itália. Com a Bósnia a converter as três primeiras tentativas com mestria, Bryan Cristante acertou na barra. Isso significou que o golo de Esmir Bajraktarević, que passou por baixo do braço de Donnarumma, garantiu a qualificação da sua seleção para o Mundial, no meio de cenas de júbilo em quase todos os cantos do estádio.

República Checa 2-2 Dinamarca (3-1 g.p)

Depois de conquistarem uma dramática vitória nos penáltis sobre a República da Irlanda (3-2) cinco dias antes, os checos receberam a Dinamarca, que tinha atropelado a Macedónia do Norte com um futebol vistoso (4-0). O 43.º lugar no ranking da FIFA, 23 posições abaixo da Dinamarca, fazia com que a equipa de Miroslav Koubek fosse considerada underdog, mas mostraram a sua garra logo aos três minutos, abrindo o marcador.

Pontuações dos jogadores
Pontuações dos jogadoresFlashscore

O canto batido por Vladimír Coufal foi desviado para Pavel Šulc, que acertou num belo remate de pé direito à entrada da área, sem hipóteses para Mads Hermansen. A resposta da Dinamarca ao golo sofrido logo no início foi animadora, com Rasmus Hojlund a obrigar Matej Kovar a trabalhar no seu primeiro poste, antes do guarda-redes fazer uma bela defesa para espalmar por cima da barra o livre de Gustav Isaksen. Os comandados de Brian Riemer continuaram a dominar a posse de bola ao longo da primeira parte, mas quase foram surpreendidos no final de um contra-ataque fulminante, quando LukásProvod aproveitou um passe sublime de Sulc, mas o remate foi desviado por Hermansen para fora, a rasar o poste.

Os checos mantiveram a formação sólida após o intervalo, procurando uma vitória histórica frente a uma Dinamarca que parecia estar sem respostas, na luta para manter vivo o sonho do Mundial. No entanto, o empate surgiu aos 72 minutos, num lance de bola parada, quando Joachim Andersen saltou mais alto do que Kovár após cruzamento de Mikkel Damsgaard e cabeceou com força para o fundo das redes, quebrando a resistência obstinada dos anfitriões. Os comandados de Riemer posicionaram-se no terreno em busca do segundo golo: Damsgaard ameaçou de longa distância, mas o jogo foi para prolongamento com os dinamarqueses apenas com um remate à baliza na segunda parte: o do golo do empate. 

A falta de criatividade no ataque viria a revelar-se muito dispendiosa, quando as bancadas explodiram em êxtase com o segundo golo checo 10 minutos após o recomeço da partida. Tomás Soucek criou problemas à defesa adversária dentro da área após cruzamento de Coufal, e a bola sobrou para o capitão Ladislav Krejcí, que finalizou com um remate desviado, sem hipóteses para Hermansen.

Mas quando os anfitriões pareciam estar a caminhar para a qualificação, a equipa de Riemer reagiu e empatou a partida. O recém-entrado Kasper Hogh aproveitou o canto cobrado por Anders Dreyer e cabeceou na perfeição para se estrear a marcar pela seleção principal, frustrando os adeptos locais e levando a decisão para os penáltis.

O ímpeto da partida mudou para os anfitriões quando Hojlund acertou na barra no primeiro pontapé, e depois de Dreyer e Mathias Jensen também falharem as suas cobranças, Michal Sadílek converteu o penálti decisivo, abrindo o caminho para a festa.

Este resultado ficará marcado como um dos melhores da história recente do futebol checo, com Sulc, SouCek e Krejcí a repetirem o feito da geração de 2006, que incluía Petr Cech, Tomás Rosicky e Pavel Nedved, ao representarem a seleção nacional no Mundial. Juntam-se agora a um grupo que inclui os co-anfitriões México, África do Sul e Coreia do Sul na fase final do torneio.

Futebol