Mundial-2026: Marquinhos não vê favoritos e comenta drama de Wesley

Marquinhos, central e capitão do Brasil
Marquinhos, central e capitão do BrasilKIRK IRWIN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

Com o encerramento do último particular da seleção Brasileira em solo norte-americano, os holofotes voltam-se para os ajustes finais antes da aguardada estreia no Mundial-2026.

Recorde as incidências da partida

Em entrevista concedida na zona mista em Cleveland, o central e capitão Marquinhos analisou o atual cenário da equipa, os desafios de enfrentar escolas de futebol diferentes e a preocupação com as baixas de última hora no plantel.

Questionado sobre o peso de atuar em Cleveland, diante de um adversário com características físicas, que podem assemelhar-se a Marrocos, adversário da estreia, Marquinhos enfatizou que a evolução global do futebol não permite mais favoritismos automáticos.

"A gente sabe que o futebol hoje, cada vez mais, é um futebol muito nivelado. O nível de todas as seleções vem crescendo muito", explicou o central.

Marquinhos relembrou os últimos compromissos do Brasil contra equipas como a Tunísia e o próprio Egito para ilustrar que os particulares cumpriram um papel fundamental em testar os limites do grupo, servindo como uma verdadeira "prova de fogo" antes do torneio mundial.

"Os últimos jogos antes do Mundial vêm mostrando isso, muitas seleções a ter dificuldades. Então foi uma excelente preparação hoje, uma equipa do Egito que realmente nos testou", disse o capitão do Brasil, valorizando também a força do plantel.

"A gente correspondeu à altura e mostrou nesses dois jogos, com o Panamá e hoje, que a nossa equipa tem recursos suficientes também para quem vem (do banco). Quem talvez não comece o jogo, venha para um segundo tempo ou entre ali também", acrescentou.

Para Marquinhos, o saldo do período de testes nos Estados Unidos foi positivo para a equipa técnica fechar o planeamento.

"Eu acho que o treinador também está a usar estes momentos para fazer os últimos testes que poderia ter feito, e a gente com certeza chega confiante para esse primeiro jogo", concluiu.

Preocupação com Wesley

Nem tudo foi celebração na preparação da seleção brasileira. A nota de preocupação ficou por conta da situação do lateral Wesley, que sentiu uma lesão na região da virilha (adutor) e precisou de ser substituído. Como uma das principais lideranças do plantel, Marquinhos lamentou o ocorrido num momento tão crucial.

"É sempre triste quando a gente vê um companheiro saindo assim de jogo, muito próximo de um Mundial", desabafou.

O capitão revelou que o grupo conversou com o atleta no balneário logo após o apito final, momento em que o próprio Wesley tentou explicar o lance e o incómodo sentido na perna, que o afasta do Mundial-2026.

Apesar do tom de lamentação — inerente aos riscos da profissão —, Marquinhos expressou o desejo de todo o grupo pela pronta recuperação do lateral.

"Foi um pouquinho o adutor ali, não sei a gravidade, eles vão dar informações melhores para vocês. É um jogador muito importante", finalizou o capitão brasileiro.

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