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A seleção mexicana revelou esta quinta-feira a última lista de convocados antes de Javier Aguirre escolher os jogadores que vão representar México na terceira edição do Mundial a disputar-se em solo mexicano. Um evento que chega, provavelmente, no pior momento vivido pela Tri nas últimas décadas.
Depois de um ciclo mundialista repleto de altos e baixos, marcado pelo fracasso absoluto no Catar-2022, em que México ficou fora da maior competição de futebol do planeta ainda na fase de grupos — após ter alcançado os oitavos de final em sete edições consecutivas —, Javier Aguirre iniciou o seu terceiro ciclo à frente da Tri com a missão de construir um projeto sólido para 2026: algo que ainda não conseguiu concretizar.
Após um 2025 desastroso e sem conseguir definir um estilo de jogo dominante, Aguirre fez todos os esforços para garantir uma fase final de preparação séria e à altura do momento. E, apesar de a Tri ter mostrado alguns sinais positivos, mesmo com lesões graves, os encontros frente a Portugal e Bélgica, dois adversários de peso, ganharam uma importância que vai além do aspeto emocional e da reinauguração do Estádio Azteca.
A tão aguardada estreia de Fidalgo
A maior expectativa em torno desta convocatória recai, sem dúvida, sobre Álvaro Fidalgo. O atual jogador do Real Betis e figura de destaque no América tricampeão, de André Jardine, concluiu o processo para representar México há um mês, e prevê-se que seja titular frente à África do Sul, no jogo de estreia da Tri no Mundial, a 11 de junho, no relvado do Estádio Azteca.
Com o estatuto de craque bem merecido, a presença de Álvaro Fidalgo ganhou ainda mais relevância nos últimos meses, devido às lesões de Marcel Ruiz, Luis Chávez e Gilberto Mora.
Álvaro Fidalgo, que já afirmou sentir-se mexicano até à medula, espera poder demonstrar frente a Portugal e Bélgica aquilo que conseguiu criar no América.
Chivas mantém-se como a base
Um dia depois da goleada do Club Deportivo Guadalajara frente ao León por 5-0, que permitiu recuperar a liderança do Clausura 2026, ficou confirmada a importância que o Chivas tem tido para Javier Aguirre nos tempos mais recentes, com cinco jogadores do clube a reforçarem as intenções do selecionador mexicano.
Entre José Raúl Rangel, Brian Gutiérrez, Richard Ledezma, Roberto Alvarado e Armando González, tendo em conta o contexto atual de lesões e ausências, espera-se que pelo menos três deles sejam titulares no jogo de estreia do México, frente à África do Sul. Um prémio para o projeto do Chivas, construído pelo argentino Gabriel Milito.
O polémico regresso de Ochoa
Com 40 anos já completados e com a clara intenção de marcar presença no seu sexto Mundial, Guillermo Ochoa, ex-AFS, regressa a uma convocatória da seleção mexicana desde a última Gold Cup, onde não somou qualquer minuto. E, embora a lógica indique que, caso conquiste um lugar, será suplente, a sua importância na história da Tri exige-lhe um lugar em campo.
A lesão de Luis Malagón, guarda-redes do América e que era apontado como titular no Mundial, abriu a porta a Ochoa, que agora terá de disputar a titularidade da equipa de Aguirre com Carlos Acevedo, mas sobretudo com Raúl Rangel, o guarda-redes do Chivas que atravessa um excelente momento.
Convocados do México:
Guarda-redes: Raúl Rangel (Chivas), Guillermo Ochoa (AEL Limassol) e Carlos Acevedo (Santos);
Defesas: Richard Ledezma (Chivas), Jorge Sánchez (PAOK), César Montes (Lokomotiv), Israel Reyes (América), Johan Vásquez (Génova), Everardo López (Toluca), Jesús Gallardo (Toluca) e Jesús Angulo (Tigres);
Médios: Denzell García (FC Juárez), Erik Lira (Cruz Azul), Obed Vargas (Atlético de Madrid), Álvaro Fidalgo (Betis), Orbelín Pineda (AEK Atenas), Carlos Rodríguez (Cruz Azul), Érick Sánchez (América) e Brian Gutiérrez (Chivas);
Avançados: Roberto Alvarado (Chivas), Germán Berterame (Inter Miami), Julián Quiñones (Al-Qadsiah), Alexis Vega (Toluca), Guillermo Martínez (Pumas), Raúl Jiménez (Fulham) e Armando González (Chivas).
