Enquanto as equipas já apuradas vão disputar jogos particulares, várias seleções vão lutar pelos play-offs do Mundial em diferentes continentes.
Com especial atenção às qualificações europeias, o Flashscore analisa seis jogadores de destaque que podem ser absolutamente decisivos para as suas seleções nestes duelos de tudo ou nada.
Kenan Yildiz (Turquia)

A Turquia atravessa uma geração muito forte de talento ofensivo e, ao tentar garantir a sua terceira presença no Mundial – e a primeira em 24 anos –, vários dos seus jovens talentos vão ter de assumir protagonismo.
Grande parte das atenções estará centrada no avançado do Juventus, Kenan Yildiz, que tem sido a principal referência do clube numa época de grande nível. O jovem de 20 anos soma 10 golos e seis assistências, sendo apenas superado por dois jogadores em número de golos na Serie A.
Avançado elétrico, com excelente capacidade de drible, é letal à frente da baliza e também um criador nato. Não é por acaso que lhe foi entregue a mítica camisola 10 da Juve e renovou até 2030 com um contrato milionário.
No entanto, Yildiz nem sempre conseguiu mostrar o seu melhor futebol ao serviço da seleção turca. Tem apenas cinco golos em 26 jogos pela equipa nacional, mas três desses tentos foram precisamente na qualificação para o Mundial.
A Turquia também beneficiou de um sorteio favorável, tendo a Roménia como adversária nas meias-finais, antes de um possível duelo com a Eslováquia ou o Kosovo.
Harry Wilson (País de Gales)

O mago galês, dono de um pé esquerdo fabuloso, Harry Wilson tem estado em grande destaque na Premier League ao serviço do Fulham esta época. O seu repertório de golos é impressionante e a sua criatividade pode ser o fator decisivo na tentativa do País de Gales de marcar presença em dois Mundiais consecutivos, algo que só aconteceu por duas vezes na sua história.
Wilson soma 10 golos e seis assistências pelo Fulham nesta temporada e, com o contrato a terminar no verão, é certo que vai ser cobiçado por vários clubes de topo.
Durante a qualificação, o jogador de 29 anos apontou cinco golos e fez duas assistências em cinco jogos, tendo ainda assinado um hat-trick frente à Macedónia do Norte quando envergou a braçadeira de capitão pela primeira vez.
No entanto, o sorteio não foi simpático para o País de Gales. Vai defrontar a Bósnia-Herzegovina nas meias-finais, podendo depois encontrar a Itália – caso esta ultrapasse a Irlanda do Norte.
Troy Parrott (República da Irlanda)

Troy Parrott já se tornou herói irlandês em novembro, ao apontar um hat-trick e o golo da vitória aos 96 minutos, garantindo o triunfo por 3-2 frente à Hungria e o acesso aos play-offs. Agora, o seu foco está em garantir a quarta presença da Irlanda num Mundial, algo que não acontece desde 2002.
Tal como outros nomes desta lista, o avançado de 24 anos está a realizar uma época excecional pelo AZ Alkmaar, somando 28 golos em todas as competições.
Parrott marcou cinco golos em quatro jogos de qualificação para o Mundial e vai precisar de manter esta veia goleadora nos play-offs. A República da Irlanda defronta a República Checa nas meias-finais, podendo depois encontrar a Dinamarca ou a Macedónia do Norte.
Federico Dimarco (Itália)

Lateral de grande propensão ofensiva, Federico Dimarco tem apresentado números impressionantes na defesa do Inter de Milão esta época, numa altura em que o clube está bem encaminhado para conquistar o título da Serie A. Agora, terá de ajudar a segunda seleção mais titulada de sempre a regressar ao Mundial, depois das ausências em 2014 e 2018.
De forma notável, Dimarco soma seis golos e 14 assistências na Serie A esta temporada, estando a apenas duas do recorde de assistências da competição. Seria preciso coragem para apostar contra ele bater essa marca. Para além dos números, é um autêntico motor físico, percorrendo incansavelmente o corredor esquerdo do relvado pelo Inter.
Para um país que já venceu o Mundial por quatro vezes, falhar as duas últimas edições foi um autêntico desastre, e a seleção italiana vai fazer tudo para corrigir isso.
O sorteio também foi simpático. Primeiro, defrontam a Irlanda do Norte, podendo depois encontrar o País de Gales ou a Bósnia.

Rasmus Hojlund (Dinamarca)

Depois de um período complicado no Manchester United, Rasmus Hojlund reencontrou o instinto goleador sob o comando de Antonio Conte no Nápoles esta época, voltando a mostrar o avançado que justificou a sua ida para a Premier League.
A Dinamarca tem marcado presença regular no Mundial, tendo estado nas duas últimas edições e em cinco das últimas sete, e Hojlund quer ser o homem a conduzir a seleção ao terceiro apuramento consecutivo.
O avançado de 23 anos soma 13 golos em todas as competições pelo Nápoles esta temporada, mas as hipóteses de revalidar o título da liga são reduzidas, estando a sete pontos do topo com oito jornadas por disputar.
A Macedónia do Norte é o adversário da Dinamarca nas meias-finais, podendo depois defrontar a Irlanda de Parrott ou a República Checa na final.
Viktor Gyökeres (Suécia)

A campanha de qualificação para o Mundial foi desastrosa para a Suécia, que terminou no último lugar do grupo com apenas dois pontos. No entanto, graças ao ranking da Liga das Nações, garantiu um lugar nos play-offs e vai ter agora uma segunda oportunidade sob o comando de Graham Potter.
Viktor Gyökeres é a principal referência ofensiva da Suécia, sobretudo na ausência de Alexander Isak. O antigo avançado do Sporting nem sempre convenceu ao serviço do Arsenal esta época, mas ainda assim já soma 15 golos em todas as provas, o que não deixa de ser um registo positivo.
Gyökeres não conseguiu marcar qualquer golo na qualificação, mas espera agora que Potter consiga tirar o melhor partido do seu potencial nos play-offs.
A Suécia conta com um plantel talentoso e, apesar das dificuldades, acredita que pode regressar ao Mundial depois de ter falhado a edição de 2022.
Para lá chegar, terá de ultrapassar primeiro a Ucrânia, antes de defrontar a Polónia ou a Albânia na final.

