Recorde as incidências da partida

Duas pesadas derrotas depois, a Tunísia já estava eliminada do Mundial-2026 ainda antes da última jornada da fase de grupos. O caminho estava assim livre para os Países Baixos, líderes do grupo (graças a um melhor ataque) antes desta jornada, que tinham assim tudo para manter essa posição.
No entanto, as Águias de Cartago começaram fortes, com Ismaël Gharbi a ficar perto de inaugurar o marcador logo ao minuto e pouco. Só que... ao primeiro cruzamento perigoso dos neerlandeses, Ellyes Skhiri acabou por bater o seu próprio guarda-redes, pressionado por Brian Brobbey (3').
Mal houve tempo para respirar e um cabeceamento falhado de Virgil van Dijk transformou-se numa assistência para Brobbey, que aumentou facilmente a vantagem (7'). O jogo parecia já decidido, mas os tunisinos ainda quiseram tentar terminar com dignidade, projetando-se bastante no meio-campo adversário. No entanto, as principais oportunidades continuavam a ser neerlandesas, mesmo que os Países Baixos jogassem aos repelões.
E depois da pausa para hidratação, o ritmo caiu de vez. Mesmo a passo, os neerlandeses não eram minimamente incomodados. Cody Gakpo ainda esteve perto do terceiro golo (41'), mas, no geral, depois dos primeiros 10 minutos intensos, o intervalo chegou com o resultado em 2-0 e pouco mais para contar.
Tunísia de cabeça baixa
Debaixo de chuva intensa, não se esperavam milagres na segunda parte. Os Países Baixos ainda pensaram em aumentar a contagem, o que quase aconteceu num remate desviado de Denzel Dumfries (51'). Mas ninguém esperava que a Tunísia reentrasse no jogo da forma mais simples: um canto, um cabeceamento de Hazem Mastouri perante uma defesa passiva, e a surpresa (54').
Com o golo inaugural do Japão a acontecer ao mesmo tempo, o primeiro lugar dos neerlandeses ficou por um fio. Mas a dúvida durou pouco: enquanto a Suécia empatava, os tunisinos mostraram ingenuidade num canto e Jan Paul van Hecke desviou com classe para o ângulo, e Anis Slimane nada pôde fazer para evitar o terceiro golo (62').

Logo a seguir, Tijjani Reijnders quase sentenciou a partida, mas acertou na barra. Desta vez, mesmo com a Tunísia a tentar ainda mostrar alguma vontade, o desfecho parecia selado. Um cruzamento-remate de Dumfries quase aumentou a diferença (83'), e a Laranja Mecânica controlou perfeitamente o ritmo nos minutos finais, criando várias ocasiões, mas sem nunca forçar: já não havia riscos a correr.
Vitória 3-1 para os Países Baixos, que cumpriram a missão: seguem para o primeiro lugar do grupo… e para defrontar Marrocos nos 16-avos! Para a Tunísia, o Mundial termina como começou: de cabeça baixa.
Melhor em campo Flashscore: Van Dijk (Países Baixos)

