O Mundial-2026, que terá lugar nos Estados Unidos, Canadá e México, está sob pressão internacional devido às políticas do Presidente norte-americano Donald Trump. Muitos adeptos manifestaram preocupação com a utilização do serviço de imigração ICE em grandes cidades norte-americanas, enquanto o ataque do Presidente à Venezuela levantou ainda mais dúvidas.
Com Trump agora a ameaçar tomar a Gronelândia, território administrado pela Dinamarca, também membro da NATO, os apelos ao boicote ao próximo Mundial da FIFA têm vindo a aumentar.

Apelos semelhantes têm ganho cada vez mais força nos Países Baixos, onde o jornalista e comentador Teun van de Keuken organizou uma petição a pedir à KNVB que boicote o Mundial, já assinada por quase 120.000 pessoas. Van de Keuken pede à KNVB que recuse participar no torneio para não apoiar, ainda que de forma implícita, as políticas de imigração e a postura expansionista de Trump.
Sem boicote "para já"
Durante uma cerimónia de entrega de prémios em Haia, o presidente da KNVB, Frank Paauw, afirmou que os Países Baixos "para já" não vão boicotar o Mundial, que tem início marcado para 11 de junho, mas reconheceu que Donald Trump "traça novas linhas" na política internacional e que o Presidente dos EUA "ameaça bastante".
Paauw sublinhou ainda que a KNVB é uma organização de futebol. "Enquanto os políticos não se envolverem na política, nós também não nos vamos envolver," afirmou Paauw.
