Mundial-2026: Países Baixos recusam, para já, boicotar a prova em protesto com Donald Trump

O Presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o Prémio da Paz da FIFA das mãos do presidente da FIFA, Gianni Infantino
O Presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o Prémio da Paz da FIFA das mãos do presidente da FIFA, Gianni InfantinoJia Haocheng / POOL / AFP

Frank Paauw, presidente da federação de futebol dos Países Baixos (KNVB), afirmou que os Países Baixos não vão boicotar o Mundial de 2026, apesar das ameaças globais do Presidente Donald Trump.

O Mundial-2026, que terá lugar nos Estados Unidos, Canadá e México, está sob pressão internacional devido às políticas do Presidente norte-americano Donald Trump. Muitos adeptos manifestaram preocupação com a utilização do serviço de imigração ICE em grandes cidades norte-americanas, enquanto o ataque do Presidente à Venezuela levantou ainda mais dúvidas.

Com Trump agora a ameaçar tomar a Gronelândia, território administrado pela Dinamarca, também membro da NATO, os apelos ao boicote ao próximo Mundial da FIFA têm vindo a aumentar.

Presidente da KNVB Frank Paauw
Presidente da KNVB Frank PaauwČTK / imago sportfotodienst / IMAGO

Apelos semelhantes têm ganho cada vez mais força nos Países Baixos, onde o jornalista e comentador Teun van de Keuken organizou uma petição a pedir à KNVB que boicote o Mundial, já assinada por quase 120.000 pessoas. Van de Keuken pede à KNVB que recuse participar no torneio para não apoiar, ainda que de forma implícita, as políticas de imigração e a postura expansionista de Trump.

Sem boicote "para já"

Durante uma cerimónia de entrega de prémios em Haia, o presidente da KNVB, Frank Paauw, afirmou que os Países Baixos "para já" não vão boicotar o Mundial, que tem início marcado para 11 de junho, mas reconheceu que Donald Trump "traça novas linhas" na política internacional e que o Presidente dos EUA "ameaça bastante".

Paauw sublinhou ainda que a KNVB é uma organização de futebol. "Enquanto os políticos não se envolverem na política, nós também não nos vamos envolver," afirmou Paauw.