Mundial-2026: Presidente da câmara de Toronto quer impedir destacamento do ICE

Presidente da câmara de Toronto, Olivia Chow
Presidente da câmara de Toronto, Olivia ChowMERT ALPER DERVIS / ANADOLU / ANADOLU VIA AFP

A presidente da câmara de Toronto, Olivia Chow, afirmou na sexta-feira que pretende proibir o destacamento de agentes do Serviço de Imigração e Controlo de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) durante os jogos do Mundial da América do Norte 2026 naquela cidade, considerando que geram "medo e desordem".

A presença destes agentes, destacados em várias grandes cidades norte-americanas no âmbito da política de deportações em massa da administração Trump, "corre o risco de provocar medo numa altura em que queremos receber o mundo inteiro e garantir que todos se sintam seguros", de acordo com uma moção apresentada pela presidente da câmara.

O ICE tem escritórios em mais de 50 países, segundo o seu site oficial, embora os seus agentes destacados no estrangeiro disponham de poderes muito mais limitados do que em território norte-americano e estejam proibidos de realizar operações coercivas sem o consentimento do país anfitrião.

Entre os escritórios internacionais do ICE encontram-se Toronto e Vancouver, as duas cidades canadianas que vão acolher jogos do Mundial, o primeiro organizado em conjunto pelos Estados Unidos, Canadá e México.

Muitos adeptos receiam viajar para os Estados Unidos este verão para o torneio, que será disputado de 11 de junho a 19 de julho, devido às rusgas do ICE, realizadas por todo o país para deter e expulsar estrangeiros em situação irregular.

Agentes do ICE em Itália

Em janeiro, as forças responsáveis pelo combate à imigração mataram dois manifestantes em Mineápolis (Minnesota), o que provocou uma onda de indignação.

Para a presidente da câmara de Toronto, o ICE "demonstrou com as suas ações no Minnesota e em todo os Estados Unidos que espalha o medo e a desordem, e não a segurança".

Além disso, realizaram-se várias manifestações em Itália, à margem dos recentes Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, onde foram destacados agentes do ICE. Estes últimos não tiveram qualquer papel "operacional", segundo referiu o Governo de Itália.