Antigo lateral esquerdo do Liverpool, entre 2001 e 2008, período em que conquistou a Liga dos Campeões (2004/05), mas também do Mónaco, da Roma e do Fulham, o norueguês crê que a equipa das quinas está “forte” para o torneio organizado por Estados Unidos, México e Canadá, embora coloque França, campeã mundial em 2018 e finalista em 2022, e Espanha, campeã europeia em 2024, na linha da frente.
“Portugal é uma equipa forte e comprometida. Vamos ver qual será a forma do Cristiano Ronaldo e como a equipa consegue jogar com ele. A Espanha é uma equipa muito forte. Temos sempre de contar com a Argentina, embora dependa da forma de jogadores como o Messi, e o Brasil, mas vejo a França e a Espanha como as equipas mais fortes”, disse à Lusa o antigo jogador, hoje com 45 anos.
Presente no concelho algarvio de Albufeira, para orientar um campo de treinos para jovens no Pine Cliffs Resort, Riise listou Nuno Mendes, português do Paris Saint-Germain convocado para o Mundial, e Andy Robertson, chamado à seleção da Escócia, como laterais esquerdos nos quais se revê, pelo estilo ofensivo.
“Apreciava muito o Robertson no Liverpool. Tinha um estilo parecido ao meu na hora de atacar. Nuno Mendes, do Paris Saint-Germain, é muito bom. Gosto do Robinson, do Fulham. Não teve a melhor temporada. Apreciava muito o Marcelo e o Ashley Cole. É difícil dizer qual o melhor lateral esquerdo do mundo neste momento, mas Nuno Mendes é muito bom”, salientou.

O torneio que se realiza entre 11 de junho e 19 de julho marca também a primeira aparição da Noruega em fases finais desde o Euro-2000, prova em que o antigo defesa não somou qualquer minuto, apesar de chamado pelo então selecionador Nils Johan Semb.
Preparado para acompanhar os jogos da seleção nórdica para alguns meios de comunicação social do seu país natal, o antigo defesa crê numa “prestação interessante”, após as melhorias coletivas e individuais dos últimos três anos, que valeram o primeiro lugar do grupo na fase de qualificação.
“Toda a gente conhece o Haaland, do Manchester City, e o Odegaard, do Arsenal, mas há muitos outros jogadores em grandes clubes. Temos um selecionador, Stale Solbakken, que tem lidado bem com os grandes nomes da seleção. A Noruega é, neste momento, uma seleção ligada, em que os jogadores trabalham uns para os outros”, analisa.
Integrada no Grupo I, a Noruega defronta o Iraque, “adversário difícil”, em 16 de junho, o Senegal, equipa “muito forte fisicamente”, que “está a melhorar”, em 22 de junho, e a França, em 26 de junho, oportunidade para defrontar “uma das melhores equipas” e alguns dos “melhores jogadores”, algo que o entusiasma.
“Espero que a França e a Noruega já estejam qualificadas para a fase seguinte quando se encontrarem. Será um grande teste para percebermos onde estamos como país”, perspetiva.
Entre os convocados da seleção escandinava para o Mundial-2026, incluem-se ainda dois jogadores do Benfica: o médio Aursnes, que “certamente vai ser utilizado”, e o extremo Schjelderup, que pode “funcionar como ‘joker’, a sair do banco para mudar os jogos”.
“Estão ambos muito bem. O Aursnes é um jogador incrível. Esteve de fora da seleção norueguesa por dois anos, antes de voltar para o Mundial. Também temos o Schjelderup, um jogador imprevisível. Pode ter jogos bons e jogos maus, mas tem aquele 'fator x'”, sublinha.
John Arne Riise abordou ainda as polémicas em torno do Mundial, nomeadamente os preços dos bilhetes para os jogos, que atingem, em alguns casos, os milhares de dólares, observando que “a principal prioridade parece ser a economia e ganhar dinheiro, e “menos o futebol”, e sugerindo um eventual debate alargado sobre o assunto.
