Mundial-2026: Suriname enfrenta Bolívia sob calor intenso e Ten Cate não esconde preocupação

Henk ten Cate alertou para altas temperaturas em Monterrey
Henk ten Cate alertou para altas temperaturas em MonterreyAFP

O selecionador do Suriname, Henk ten Cate, lamentou ter de defrontar a Bolívia sob o calor intenso de Monterrey, no México, esta quinta-feira, no primeiro jogo do play-off intercontinental que vai definir uma vaga no Mundial de 2026.

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"Estou um pouco preocupado com as condições climatéricas. Vamos jogar com temperaturas acima dos 30 graus. O jogo é às 16h (hora local) e, sinceramente, não percebo o motivo", afirmou Ten Cate, em conferência de imprensa.

O selecionador do Suriname falou aos jornalistas momentos antes do último treino da equipa, realizado sob um calor de 33°C, cerca de 24 horas antes do encontro frente à Bolívia.

Nascido nos Países Baixos, o técnico manifestou ainda a sua preocupação por ter de defrontar La Verde depois de realizar apenas um treino com o plantel completo.

"Chegámos bem, mas com pouca preparação, porque os nossos jogadores vêm de vários países e chegaram no domingo, na segunda e na terça-feira. Não estou muito satisfeito com esta situação. Não tivemos uma preparação ideal, mas temos de fazer com que resulte. Temos muita confiança em nós, porque somos uma equipa muito boa", afirmou o treinador, de 71 anos.

Relativamente à seleção boliviana, Ten Cate destacou que "é um plantel muito forte, com médios que aparecem com frequência em zonas adiantadas e avançados de grande qualidade".

O treinador sublinhou ainda que a Bolívia entra na partida com algumas vantagens, como o facto de ter chegado a Monterrey dez dias antes do jogo.

"Além disso, entre dezembro e agora, eles realizaram jogos de preparação. Nós não, uma vez que as ligas europeias estão em curso, o que nos coloca em desvantagem", apontou.

Sem favoritismo por ter mais jogadores na Europa

Por sua vez, o médio Jean-Paul Boëtius rejeitou a ideia de que o Suriname seja favorito apenas por ter mais jogadores a atuar no futebol europeu do que a Bolívia.

"Não nos consideramos favoritos por jogarmos na Europa, mas sim pela equipa que temos. A nossa força está no trabalho coletivo e acredito que temos o melhor plantel", afirmou Boëtius.

Aos 32 anos, o jogador, que atua no SV Darmstadt, da segunda divisão alemã, mostrou-se confiante de que irão vencer a Bolívia esta quinta-feira e derrotar o Iraque na terça, garantindo assim a qualificação do Suriname para o Mundial pela primeira vez na história.

"Esta repescagem significa absolutamente tudo para nós. Viemos aqui para concretizar um sonho para o nosso povo, que nos acompanha e nos apoia", afirmou Boëtius.