Após o Mundial-2026, do qual os belgas saíram nos quartos de final, Thibaut Courtois, de 34 anos, tinha anunciado a sua intenção de fazer uma pausa de um ano na seleção nacional. O guarda-redes do Real Madrid pretende abdicar da Liga das Nações para se concentrar no seu clube, antes de regressar à seleção em 2028.
"Vou falar com o Thibaut sem fazer juízos de valor e, para já, não tomaremos qualquer decisão sobre este assunto. Seria inadequado após apenas uma conversa. Ele pode já ter mudado de opinião", afirmou Van Bommel, confrontado logo à partida com um primeiro dossiê delicado.
"Assim que ele retomar os treinos completos, vamos vê-lo e conversaremos. Se tivermos algo a dizer-lhe, fá-lo-emos. Mas o seu talento como guarda-redes é inquestionável", acrescentou o selecionador, numa altura em que a postura de Courtois está a gerar críticas no país.

O sucessor de Rudi Garcia, selecionador muito apreciado pelos adeptos, Van Bommel considera um "honra" ter sido escolhido para suceder ao francês.
"Estou muito feliz por assumir este cargo. Será diferente do que conheci enquanto treinador de clube. Estar à frente da Bélgica, que está no top-10 mundial, é um desafio que me encaixa perfeitamente", garantiu o treinador de 49 anos.
Terá como missão confirmar a recuperação de uma equipa que o seu antecessor recolocou no bom caminho em 2025, depois de dois torneios falhados, o Mundial-2022 (eliminação na fase de grupos, sob o comando de Roberto Martinez) e o Euro-2024 (saída nos oitavos de final com Domenico Tedesco).
No palmarés como treinador, Van Bommel conta com um título de campeão e uma Taça da Bélgica em 2023 pelo Antuérpia, clube que deixou em 2024, ficando sem equipa até esta sexta-feira.
É sobretudo o seu percurso como jogador que lhe granjeou reputação. O antigo médio defensivo, finalista da Mundial 2010 com a Oranje, atingiu o mais alto nível de clubes com as camisolas do PSV Eindhoven, do Barcelona, do Bayern Munique e ainda do AC Milan.
