Presente em dois jogos da equipa das quinas, em 2002 e em 2009, o ex-jogador, hoje com 48 anos, espera ver Portugal, que detém como melhor registo em campeonatos do mundo o terceiro lugar de 1966, em Inglaterra, sagrar-se campeão pela primeira vez, numa prova organizada por Estados Unidos, Canadá e México em que vai apresentar muita qualidade, mas também precisará de superar dificuldades.
“Portugal tem um lote de jogadores para fazer duas equipas de muita qualidade, mas sabemos que é um torneio. Depois da fase de grupos, que espero que Portugal passe naturalmente, temos uma fase a eliminar, muito mais complicada. Não é só a qualidade que é necessária. A parte emocional é muito importante. Portugal tem tudo para chegar bem longe. Longe, para mim, é a final”, disse, no âmbito de um torneio informal com outros ex-jogadores, no concelho de Guimarães.
Também presente nesse evento, o antigo defesa Rolando vincou que a seleção lusa é uma das candidatas a erguer o troféu em 19 de julho, no estádio de East Rutherford, nos arredores de Nova Iorque, até pelo desempenho recente noutras competições e dos jogadores que reúne.
“Antes, a seleção chegava perto das melhores, mas não conseguia ganhar. Na última década, tem conseguido títulos. Tem jogadores nos melhores clubes do mundo. Temos jogadores que foram chave para conseguir a Liga dos Campeões para o Paris Saint-Germain em 2025”, disse o internacional português em 21 ocasiões, entre 2009 e 2018.
Convencido de que Portugal vai “estar nos momentos das decisões” com “outras grandes seleções”, o ex-jogador de FC Porto, SC Braga e Belenenses considerou ainda que o desempenho da seleção vai depender da “forma física dos jogadores” e dos “detalhes nos jogos em si”.
O Mundial-2026 desenrola-se entre 11 de junho e 19 de julho, com Portugal integrado no Grupo K, a par da Colômbia, do Uzbequistão e do vencedor do play-off intercontinental que reúne República Democrática do Congo, Jamaica e Nova Caledónia.
