Recorde as incidências da partida
Quando era mais jovem, o guarda-redes internacional Oliver Baumann tentou, em vão, imitar Manuel Neuer. “Revolucionou” o jogo na sua posição, afirmou em declarações ao Süddeutsche Zeitung. O alemão confessou que teria “adorado” copiar alguns aspetos do antigo capitão da seleção, mas acabou por perceber que “não iria funcionar”.
E explicou porquê: “Não tenho as capacidades que ele tem. Mas quem é que tem?”. Para Baumann, a diferença está numa combinação rara de atributos: “Tamanho, velocidade e agilidade. É algo único. E depois há o estilo de jogo, a forma como se posiciona e antecipa os lances. Isso não se copia”.
Perante essa realidade, o guardião optou por construir o seu próprio caminho, uma decisão que o levou, após um percurso longo, à baliza da seleção alemã. Com Marc-André ter Stegen em dúvida, Baumann surge como forte candidato à titularidade no próximo Campeonato do Mundo.
“Neste momento, sinto-me como o número um”, assumiu, acrescentando: “Diria que, agora, aos 35 anos, sou o melhor Oli Baumann de sempre”.
O guarda-redes destacou ainda a importância da mentalidade na sua evolução: “Se partir do princípio de que o meu desenvolvimento nunca está terminado, então não há limites. Nunca nos devemos limitar a manter o nível, porque acabamos por ficar para trás. É melhorar, melhorar, melhorar, mesmo aos 35 anos.”

