Neste primeiro bloco de jogo do campeonato do mundo, têm sido várias as seleções que têm optado por uma estratégia mais de contenção. Quando sentem que o adversário é ligeiramente superior, abordam o jogo num bloco baixo para fechar o espaço interior, procurando a superioridade numérica na última linha defensiva, optando, na maioria das vezes pela presença de cinco jogadores mais atrás, com uma linha de três médios, deixando dois homens mais adiantados para pressionar. O objetivo passa por tentar roubar a bola e sair rápido na transição.
As equipas não tão fortes, descem o bloco para depois, na sequência da recuperação de bola, poderem sair na tentativa de causar estragos na equipa adversária.
Já algumas das seleções com mais poder (Portugal e Espanha, por exemplo) que têm uma maior capacidade para ter bola, privilegiando a organização ofensiva, têm feito muitos passes, mas estão a sentir dificuldades para terem um número significativo de remates enquadrados na baliza.
A estratégia utilizada pelas equipas com menos argumentos técnicos e táticos tem causado alguns dissabores a seleções de topo, como as ibéricas. A aposta nas transições, na agressividade defensiva no último terço do campo, permite, depois a procura de contra-ataques rápidos para chegar ao golo ou, em alternativa, às oportunidades através da bola parada.

Se esta é a abordagem tática que merece, para já, um maior destaque, há outras notas, individuais e coletivas, que também merecem referência.
Nos jogadores a confirmação, sem surpresa, de Lionel Messi, que continua a ser o líder da seleção argentina, dentro e fora do campo.

Bellingham prepara-se para fazer um Mundial muito melhor do que foi a sua cinzenta temporada ao serviço do Real Madrid.
Olise poderá ser a figura de proa no conjunto francês, libertando Mbappé para a função exclusiva e decisiva de marcar golos.
Luís Diaz mostra capacidade para subir o nível, do muito bom para a excelência, dando sequência à época no Bayern de Munique, puxando por uma seleção da Colômbia recheada de talento.
João Neves foi dos poucos da seleção portuguesa a mostrar a sua qualidade, no jogo com o Congo. Manteve a alta rotação a que tem habituado o futebol mundial, a defender, a atacar e até a marcar.

Referência ainda para o menino Bouaddi, que ainda está na linha que divide os bons e os muito bons, mas a amostra foi de alta qualidade, tal como a exibição coletiva da sua seleção de Marrocos, uma das melhores nesta fase inicial da competição, juntando-se às confirmações de Argentina, Inglaterra e França.

