Os recordes do Mundial-2026: Seleções, distâncias entre jogos, presenças e alturas dos jogadores

Lionel Messi participou em 26 jogos em Mundiais
Lionel Messi participou em 26 jogos em MundiaisREUTERS/Agustin Marcarian/File Photo

O Mundial-2026 será especial, por muitos motivos. Vai contar com o maior número de seleções da história, terá mais de cinco semanas de duração, tornando-se o mais longo de sempre, e as equipas vão percorrer as maiores distâncias entre os países anfitriões. Que outros recordes traz este campeonato que se aproxima? O Flashscore foi à descoberta.

Devido à decisão da FIFA de aumentar o número de participantes, das habituais 32 para 48, o número de jogos subiu para um recorde de 104 (até agora eram menos 40). Pela primeira vez, a organização da fase final envolve três países.

Várias equipas vão enfrentar viagens extenuantes durante a fase de grupos. A mais longa espera os representantes do grupo B, ou seja, Canadá, Bósnia e Herzegovina, Catar e Suíça. A viagem mais longa confirmada de uma equipa será de Toronto, no Canadá, até Los Angeles, na Califórnia, com um total de 3500 quilómetros.

Os adeptos também terão de enfrentar deslocações frequentes e exigentes em todos os sentidos. As duas cidades anfitriãs mais distantes, Miami e Vancouver, estão separadas por 4508 km. Um adepto que tenha comprado bilhetes para o duelo entre Arábia Saudita e Uruguai, a 15 de junho, e para o jogo entre Canadá e Catar, três dias depois, teria de atravessar praticamente todo o continente para ir de uma cidade à outra.

Entre as seleções, o Brasil é o participante mais assíduo dos Mundiais, sendo a única equipa presente em todas as 23 edições. No entanto, o jogador com mais jogos disputados pertence ao seu rival da Argentina. O lendário Lionel Messi participou em 26 jogos, tendo ainda o maior número de vitórias (19) e de partidas como capitão (18).

O oito vezes vencedor da Bola de Ouro estreou-se no Mundial há 20 anos e prepara-se para disputar o seu sexto campeonato, um recorde. Tal como outros quadragenários: o português Cristiano Ronaldo (com 226 internacionalizações, o jogador mais experiente do torneio) e o guarda-redes suplente do México, Guillermo Ochoa.

O seu colega escocês Craig Gordon, com 43 anos, é o participante mais velho do Mundial. E, depois do guarda-redes egípcio Essam El Hadary, que em 2018 chegou a jogar com 45 anos, é o segundo mais velho da história.

O maior número de internacionais presentes nas listas dos participantes do Mundial atua em Inglaterra, onde jogam exatamente 200 futebolistas. Destes, 154 alinham na Premier League, mas, por exemplo, o neozelandês Tommy Smith jogou a época passada pelo Braintree, da sexta divisão. Seguem-se a Alemanha (109), França e Espanha (ambas com 86).

No que diz respeito aos clubes, o mais representado é o Manchester City, que vai enviar 19 jogadores ao torneio. Estes vão vestir as camisolas de 12 seleções diferentes, desde a Argélia à Croácia, passando pelo Uzbequistão. O Bayern tem menos um representante, enquanto 16 futebolistas vão representar ambos os finalistas da Liga dos Campeões, PSG e Arsenal. No total, 449 equipas de 71 países vão ter representantes no torneio.

Nenhum país levou apenas jogadores do seu próprio campeonato; Catar e Arábia Saudita contam apenas com um futebolista a atuar no estrangeiro. Pelo contrário, Cabo Verde, Congo, Costa do Marfim, Curaçau, Senegal e o Uruguai apresentam plantéis totalmente compostos por jogadores que atuam fora do país.

O benjamim do campeonato será o jovem talento mexicano Gilberto Mora, que, com 17 anos e 240 dias (à data do início do torneio), pode tornar-se o sexto jogador mais jovem da história do Mundial. Logo a seguir surge o médio de 18 anos do Sparta de Praga, Hugo Sochůrek. A seleção mais velha é a do Panamá, com uma média de 30,4 anos, não tendo nenhum jogador com menos de 24 anos. No extremo oposto está a Costa do Marfim (25,4).

O jogador mais alto de todos é o guarda-redes austríaco do Viktoria Plzeň, Florian Wiegele, com 2,05 metros. O mais baixo é César Yanis, do Panamá, com 1,60 metros.