Em discurso no jantar comemorativo dos 112 anos do organismo, que decorre hoje no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, Proença quer que Portugal assuma uma ambição condizente com a qualidade dos seus atletas.
"Os títulos que conquistámos no último ano mostram que esta ambição não é sobranceria. Fomos campeões da Europa e do mundo em Sub-17, campeões europeus sub-19 de futsal, ganhámos o Europeu feminino de futebol de praia, o primeiro de uma seleção feminina. E, claro, a Liga das Nações. E, quando não ganhámos, estivemos também perto de ganhar", recapitulou.
Nesse sentido, o líder da FPF reiterou a confiança numa boa prestação da seleção das quinas no Mundial-2026, repetindo o mote vai dar Portugal, estreado por Marcelo Rebelo de Sousa após a goleada da equipa das quinas frente à Arménia (9-1), que assegurou o apuramento para a prova.
"Habituem-se, vamos continuar a ganhar. Neste campeonato do Mundo, dizemos com muita convicção, vai dar Portugal. E depois disso também", reforçou, destacando o Plano Estratégico 2024/36, apresentado em fevereiro, como matriz estrutural para o futuro.
No atual contexto do futebol português, Pedro Proença considera que a FPF tem conseguido manter um equilíbrio entre o respeito pela autorregulação das instituições e o intervencionismo em matérias que considera necessárias.
"Temos a coragem de não nos limitarmos a descansar à sombra do sucesso, de assumir a liderança dos processos mais importantes para o nosso futebol. Respeitando sempre o princípio de autorregulação e confiando nas instituições, mas sem receio de intervir sempre que considerarmos necessário. No momento certo e nos locais adequados, é essa a nossa função e dela não fugiremos", expressou.
No dia em que a FPF, sediada em Oeiras, na Cidade do Futebol, inaugurou as suas instalações no Porto, destacou o trabalho que tem sido realizado pelo atual executivo ao nível da descentralização e do contacto próximo com as várias realidades do país.
"Como muitos já sabem, porque nos deram o privilégio da vossa presença, inaugurámos há poucas horas as novas instalações da FPF a Norte. (...) Porque a palavra descentralização é, para esta direção, mais do que uma bandeira eleitoral. É a nossa visão para o futuro do futebol português. Um futuro de proximidade", disse, no que considera ser "um dia histórico".
A comemoração dos 112 anos da federação contou ainda com as intervenções de Margarida Balseiro Lopes, ministra da Cultura, Juventude e do Desporto, Pedro Duarte, presidente da Câmara Municipal do Porto, e José Neves, líder da Associação de Futebol do Porto.
