As expectativas são elevadas para a equipa dos Estados Unidos, que partilha a organização com México e Canadá, e conta com um plantel forte, composto por jogadores das principais Ligas europeias, incluindo Christian Pulisic, do AC Milan, e a estrela da Juventus, Weston McKennie.
Pochettino, ao antecipar o amigável dos Estados Unidos frente à Bélgica, este sábado, incentivou os seus jogadores a inspirarem-se noutros desportos americanos, como a NFL e o basquetebol, que acompanhou intensamente quando assumiu o cargo em 2024.
"O que realmente me agradou foi ver que todos os atletas envolvidos em diferentes desportos jogam de forma livre — procuram dar espetáculo e entreter", afirmou.
"Quando se está livre, joga-se melhor. Quando se sente felicidade, joga-se melhor. Não é preciso sentir a pressão", disse Pochettino.
Pochettino fez um contraste claro com as suas próprias experiências enquanto jogador, no Mundial de 2002.
A Argentina entrou nesse torneio, disputado no Japão e Coreia do Sul, como uma das favoritas, mas acabou eliminada na fase de grupos.
"A pressão é algo que, se não se lida perfeitamente com ela, pode ser pesada", referiu Pochettino.
"O povo argentino sentiu a pressão... Era uma energia tão pesada que não conseguimos lidar com isso", assumiu.
Os Estados Unidos têm garantido disputar todos os jogos em solo caseiro no Mundial, que arranca a 11 de junho.
Os comandados de Pochettino ficaram num grupo relativamente acessível, com Paraguai, Austrália e ainda Turquia ou Kosovo.
A preparação inclui dois amigáveis frente a adversários europeus de topo, começando pela Bélgica e, três dias depois, frente a Portugal, em Atlanta.
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Em declarações aos jornalistas após um treino, Pochettino revelou que os defesas-centrais Chris Richards e Miles Robinson estão fora dos amigáveis devido a lesão. Juntam-se assim a médios influentes como Tyler Adams e Diego Luna, que também estão de fora.
No entanto, as principais figuras do plantel, incluindo Pulisic e McKennie, vão estar disponíveis e partilharam a opinião do treinador sobre como lidar com as crescentes expectativas.
"Todos nós escolhemos ser futebolistas profissionais e, sendo competitivos, viver com pressão faz parte do dia a dia", afirmou McKennie à AFP.
"Por isso, não creio que sintamos uma grande pressão. Até a convidamos. De certa forma, gostamos disso", acrescentou.
Pulisic, há muito apontado como o rosto do futebol norte-americano, revelou que apagou as redes sociais do telemóvel e procura afastar-se das expectativas crescentes.
"Estou um pouco alheio a isso", disse.
"Vocês querem mesmo que eu sinta a pressão, não é verdade?", brincou, perante a insistência dos jornalistas.
"Há pressão — é um Mundial. Não é por causa da minha posição na equipa ou outra coisa qualquer. Já estou habituado a isto", explicou.
"Podemos ganhar"
Apesar do discurso confiante, uma boa prestação da equipa dos Estados Unidos é vista como fundamental para consolidar a recente explosão de popularidade do futebol na América do Norte.
Os Estados Unidos não atingem as meias-finais de um Mundial desde 1930.
E, embora chegar novamente a essa fase superasse todas as expectativas, os coanfitriões já não são os outsiders de outros tempos.
Pochettino afirmou estar atento à forma como seria percecionado caso previsse que a sua equipa pode vencer o torneio, ou se, pelo contrário, afastasse essa possibilidade.
"Estou aqui porque acredito que podemos ganhar", afirmou.
"E o que posso dizer às pessoas é que acreditem mesmo. Se isso vai acontecer ou não? Há demasiados fatores pelo meio", concluiu o treinador.
