Depois de cada pausa internacional, vamos classificar as 10 selecções que parecem estar em melhor forma para reinarem supremas nos Estados Unidos, Canadá e México, com base na sua forma e na força do seu plantel.
A apenas dois meses do pontapé de saída, estão assim os Power rankings:
10.º Senegal (nova entrada)
Muita coisa aconteceu com o Senegal desde a última atualização deste ranking, para dizer o mínimo. A seleção apurou-se para o Mundial, conquistou a CAN-2025 e depois ficou sem o troféu.
Mas, apesar de já não serem oficialmente os campeões africanos, isso não muda o facto de terem feito uma excelente campanha em Marrocos e de terem vencido a final com toda a justiça se não tivessem sido prejudicados por duas decisões de arbitragem muito controversas. Depois disso, a seleção seguiu com vitórias sobre Peru e Gâmbia.
A seleção de Sadio Mané entra no top 10 no lugar de Noruega e Marrocos, sendo que a primeira teve duas exibições dececionantes na pausa internacional de março e a segunda é uma incógnita agora que o técnico Walid Regragui se demitiu.
9.º Japão (+1)
O Japão subiu uma posição graças a duas vitórias por 1-0 nos particulares de março, uma dominante sobre a Escócia e outra relativamente confortável sobre a Inglaterra.
Os japoneses já somam cinco vitórias consecutivas, com destaque para os triunfos sobre os três leões e sobre o Brasil, e conquistaram os dois últimos triunfos sem o principal jogador, Takefusa Kubo.
Com qualidade em todo o campo, a seleção parece ser a mais provável a causar problemas aos gigantes europeus e sul-americanos neste verão.
8.º Alemanha (nova entrada)
Depois de uma má série de resultados desde o final de 2024 até ao início da qualificação para o Campeonato do Mundo, a Alemanha recuperou tranquilamente o seu ritmo, conquistando sete vitórias consecutivas desde então.
As duas mais recentes, uma vitória por 4-3 sobre a Suíça e por 2-1 sobre Gana, podem não parecer muito dignas de nota, mas os alemães foram confortavelmente melhores do que as duas seleções.
Com Florian Wirtz fazendo jus à camisola da Alemanha, Lennart Karl melhorando cada vez mais e o avançado Deniz Undav, do Estugarda, em alta, os comandados de Julian Nagelsmann estão novamente na direção certa.
7.º Países Baixos (+2)
Os Países Baixos tiveram muitos pontos positivos na última pausa internacional, com uma vitória tranquila sobre a Noruega, apesar de não contar com os jogadores Frenkie de Jong e Memphis Depay.
No entanto, o empate (1-1) com o Equador foi menos impressionante, com uma atuação um pouco dececionante, mesmo levando em conta que os neerlandeses ficaram com dez homens no primeiro tempo.
Mesmo com Donyell Malen e Brian Brobbey a jogarem bem no clube, os neerlandeses têm tanta qualidade individual como qualquer outro na defesa e no meio-campo, e a sua única derrota nos últimos 14 jogos foi uma derrota nos penáltis contra a Espanha.
6.º Brasil
O Brasil de Carlo Ancelotti continua a ser uma equipa em evolução, como demonstra o facto de ter perdido por 2-1 contra a França, apesar de ter jogado com 10 homens nos últimos 40 minutos. No entanto, a vitória por 3-1 sobre a Croácia foi o melhor resultado desde que o italiano assumiu o comando, em que Endrick brilhou e Igor Thiago marcou o primeiro golo pela seleção.
A seleção tem margem para melhorar, mas uma equipa cheia de jogadores de classe mundial liderada por Ancelotti será sempre uma candidata.
5.º Inglaterra (-3)
A Inglaterra teve duas exibições extremamente decepcionantes na primeira pausa internacional de 2026, empatando (1-1) com o Uruguai e perdendo por 1-0 com o Japão, e não jogando particularmente bem em nenhuma das partidas.
Dito isto, Thomas Tuchel estava a fazer experiências com as suas formações, e há uma sensação de que ele e os seus jogadores vão melhorar as coisas quando houver mais em jogo.
Mesmo assim, a seleção não parece tão boa quanto os outros favoritos neste momento.
4.º Portugal (+1)
Decidido a atravessar o Atlântico para experimentar as condições em que vai jogar no verão, Portugal empatou 0-0 com o México e venceu os Estados Unidos por 2-0 no final de março, em dois jogos que não revelaram nada de novo sobre a equipa.
A seleção portuguesa tem um plantel tão bom como qualquer outro e, embora se sinta que há mais potencial à espera de ser desbloqueado, não há dúvida de que é suficientemente boa para vencer quase todas as equipas que enfrenta no seu dia.
3.º França (+1)
Os primeiros jogos da França em 2026 não poderiam ter corrido melhor, com os titulares a aguentarem-se depois de terem ficado com 10 homens e vencerem o Brasil por 2-0, enquanto os suplentes apresentaram um futebol de topo ao vencerem a Colômbia por 3-0.
A falta de qualidade no meio-campo, como mostra o facto de Ngolo Kanté ter voltado a ser titular, mas as partidas mostraram o quanto a equipa é assustadora no ataque, com Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé, Michael Olise, Hugo Ekitiké e Desire Doué.
2.º Argentina
Por falar em poder de fogo, a Argentina deu sequência a uma vitória bastante monótona por 2-1 sobre a Mauritânia com uma goleada de 50 sobre a Zâmbia, na qual Julián Álvarez e Lionel Messi - naquele que provavelmente foi o último jogo da Argentina em casa - brilharam, enquanto a atuação de Nico Paz na primeira partida foi outro sinal empolgante para os campeões mundiais.
A seleção argentina também não está a sofrer muitos golos no outro lado do campo e, por isso, tem tudo para fazer uma boa campanha na defesa do título.

1.º Espanha
A Espanha de 2026 não teve um início perfeito, com o campeão europeu a empatar 0-0 em casa com o Egito, dias depois de ter desmantelado a Sérvia de forma impressionante, mas estava a jogar sem os principais avançados Mikel Oyarzabal e Nico Williams, enquanto Rodri e Pedri apenas saíram do banco.
Contra a Sérvia, os egípcios mostraram que, quando estão na máxima força, continuam a ser a melhor equipa do mundo.

