O futuro do treinador argentino esteve em suspenso após a derrota por 1-0 frente a Espanha, no prolongamento da final do Mundial, a 19 de julho em East Rutherford, Nova Jérsia.
Scaloni, no cargo desde 2018, afirmou então aos jornalistas que a sua ideia era "parar um pouco" assim que terminasse o seu contrato em dezembro.
No entanto, Tapia garantiu, numa entrevista divulgada esta quinta-feira pelo canal TyC Sports, que quer que o técnico de 48 anos continue no banco albiceleste, embora tenha assegurado que irá respeitar a sua decisão.
"O meu plano A, o meu plano B, o meu plano C é Scaloni. Eu quero que ele continue, todos queremos que ele continue, na verdade já tínhamos falado (...), as conversas estavam muito avançadas. Sou agradecido, e como sou agradecido acho que é preciso deixá-lo refletir, que tome a decisão que ele considerar correta, e temos de a respeitar", afirmou o dirigente.
"Eu não posso ter o Gringo acorrentado"
Scaloni liderou aquela que muitos consideram a melhor fase da seleção argentina da história, com o título mundial no Catar-2022, a Finalíssima em 2022 e as Copas América de 2021 e 2024.
A única final disputada que lhe escapou foi a derrota frente à Espanha na América do Norte 2026, naquela que terá sido certamente a última participação de Lionel Messi num Mundial.
"Eu não posso ter o Gringo acorrentado se ele sentir que já não tem a motivação necessária ou que talvez não veja uma perspetiva de evolução", afirmou o dirigente.
"Pelo contrário, eu quero que ele esteja bem e, por tudo o que nos deu, todos devíamos querer o mesmo. Mesmo que nos custe e mesmo que digamos, depois da Scaloneta, quem?", acrescentou.
