Roberto Martínez: "Cristiano Ronaldo vai ser o maior jogador de Portugal de sempre, ganhe ou não o Mundial"

Roberto Martínez, selecionador de Portugal
Roberto Martínez, selecionador de PortugalNico Vereecken / PsnewZ / Profimedia

Roberto Martínez, selecionador de Portugal, assumiu o desejo de conquistar o Mundial-2026, com Cristiano Ronaldo a capitão na despedida, explicando a importância do avançado de 41 anos na equipa das quinas.

Em entrevista ao podcast do Portugal Football Summit, Roberto Martínez destacou a importância da conquista da Liga das Nações em 2025 na antecâmara do Mundial-2026.

"Foi essencial na forma como se pode comprar confiança, como se pode comprar crença, e se consegue que o grupo tenha uma energia especial. Quando falamos da Liga das Nações é o formato mais difícil. Tem 10 jogos, cerca de 10 meses, cinco estágios diferentes, e depois os dois últimos jogos são o resultado de um quarto de final a duas mãos em março. E depois joga-se contra a Alemanha na Alemanha, um lugar onde não ganhávamos há 25 anos. E é a primeira final contra um campeão europeu. Portanto, quando se olha para a dificuldade e a complexidade do torneio é quase um passo para dizer que fizemos algo que nos pode dar uma confiança incrível para o futuro", explicou o selecionador nacional, antes de elogiar Cristiano Ronaldo.

"Vai ser o maior jogador de Portugal de sempre, ganhe ou não o Mundial. Acho que o importante para nós é sabermos como podemos ter a melhor hipótese possível de lutar pelo Mundial, e isso é analisar os nossos padrões e tentar melhorar constantemente. E é essa a forma muito específica como todos os dias lhe dá uma oportunidade de enfrentar uma determinada oposição, da mesma forma que fizemos com a Liga das Nações", afirmou Roberto Martínez.

"Nunca trabalhei com um jogador que, todas as manhãs, tenha este foco de tentar usar o dia para melhorar. Se pudéssemos ter o Cristiano para sempre, seria a forma mais fácil de treinar os jogadores mais novos quando chegam à seleção, porque ele tem esse foco. O seu desejo é usar todos os dias para se tornar melhor", acrescentou o treinador espanhol, que não esqueceu a sobrecarga com que os jogadores vão chegar ao Mundial-2026.

"Ninguém quer ceder, mas todos deveriam ceder. Isto não é uma questão de saber se as competições de clubes ou as competições internacionais são as que ganham. Isto não é uma luta para ganhar. Isto é alguém definir que o que um jogador precisa é de uma pausa de três a quatro semanas. Ponto final. Porque o corpo precisa disso, porque os músculos precisam de recuperar, porque há uma fadiga mental que precisa de ser trabalhada", concluiu.