"O futuro do selecionador não é importante. O importante é o Mundial. O Mundial não pode esperar. O futuro do selecionador pode esperar e pode falar-se disso depois do Mundial. Acho que o que é importante é que a Federação, o presidente e eu estamos alinhados. O foco é o Mundial", explicou Roberto Martínez, que assumiu ter tido algumas abordagens para assumir funções noutras paragens.
"Quando há bons resultados, que é o nosso caso, porque felizmente a seleção de Portugal ganha muito, então é normal que tenha tido", disse.
Roberto Martínez, de resto, não quis confirmar se já abordou o seu futuro com Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol.
"Não é um tema tabu, mas agora estamos alinhados para tentar fazer tudo aquilo que podemos para preparar a nossa seleção para o Mundial. O foco é esse. Estamos na federação todos juntos para o mesmo objetivo, que é lutar da mesma forma para o Mundial", explicou.
Roberto Martínez, de resto, sublinhou que ficar no mesmo cargo durante vários anos é algo cada vez mais raro no futebol.
"Tenho um orgulho incrível em ser selecionador de Portugal. Para mim é um orgulho, é um momento muito importante, não só na minha carreira, mas na minha vida, porque a minha família adora viver em Portugal. Mas também tenho experiência no futebol. Os exemplos do Alex Ferguson e do Arsène Wenger, de ficar 20 anos no mesmo clube, já não existem. O importante é que a Seleção está a jogar muito bem.Tivemos bons momentos, tivemos momentos menos bons. Mas acho que a Seleção está a crescer, está a chegar a um momento ótimo para enfrentar o Mundial. Depois o que acontece com o selecionador faz parte do processo. Não é uma coisa que para mim é importante agora", afirmou.
