Roberto Martínez e o nulo com o México: “Não foi um jogo tão bom para os adeptos”

Roberto Martínez no banco de Portugal
Roberto Martínez no banco de PortugalFPF

O selecionador de Portugal abordou o nulo com o México, no primeiro particular de preparação para o Mundial-2026. Na reabertura do mítico Azteca e com um onze com várias novidades, a Seleção Nacional acabou por não conseguir ir além do nulo com a seleção tri.

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Análise: “Estou satisfeito com estes cinco dias de preparação que tivemos e com o resultado alcançado frente a um adversário forte e em altitude. Foi um jogo exigente. Do nosso ponto de vista, foi interessante ver se uma equipa com sete substituições feitas ao intervalo conseguiria manter o plano de jogo. Do que vi, gostei. Foi um jogo muito competitivo, com aspetos táticos bons e bonitos. Não foi tão bom para os adeptos, porque a bola não entrou, mas extraiu-se muitas conclusões que ajudarão as duas seleções a crescer”.

México: “Respeitamos e damos muito mérito ao que (o técnico) Javier Aguirre tem feito com a seleção do México, que é muito organizada, competitiva e joga como um clube. Por isso, eles não nos surpreenderam. Custou-nos 20 minutos a encontrar linhas de passe e espaços, algo que acontece quando a seleção se junta em março ao fim de cinco meses”.

Paulinho: Não me surpreendeu em relação ao que aporta à seleção. O que me surpreendeu foi a capacidade que teve para entender rapidamente o grupo e a forma como entrou neste balneário. Em qualquer seleção do mundo, estaria presente nas opções. O problema é que à sua frente naquela posição (de ponta de lança) tem o Cristiano Ronaldo, que é provavelmente o melhor jogador português de todos os tempos, e o Gonçalo Ramos, que conquistou a Liga dos Campeões (ao serviço do Paris Saint-Germain na época passada). Foi muito bom trabalhar com ele e mostrou que está no melhor momento da carreira. É um jogador muito inteligente, que abre espaços com os seus movimentos”.

Vitinha: “É um jogador de nível excelente, que sabe defender, executar e levar o 2jogo para onde precisamos. Era importante ver se Portugal conseguiria controlar e chegar ao último terço sem ele na primeira parte. Estou muito satisfeito por isso, mas Vitinha é uma referência para Portugal nesses momentos”.

Passagem pelo México: “Agradeço ao povo mexicano pela fantástica receção que nos proporcionou. Foram dias fantásticos, não só de convívios. De Portugal, agradecemos esse apoio e carinho”.

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