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Silvino Louro: "Gostaria de lamentar a perda de uma figura do futebol português e da Seleção, o Silvino Louro. Deixo os sentimentos à família e amigos".
Estágio e ausência de Ronaldo: "Este estágio é a última oportunidade para experimentar antes do Mundial. Temos jogos interessantes, adversários diferentes e vamos trabalhar o protocolo, a mudança de horários, altitude e poupar tempo em junho para dar o que os jogadores precisam para chegar ao Mundial nas melhores condições. Temos jogadores que não estão aptos - Rúben Dias, Cristiano Ronaldo e Nélson Semedo. É um estágio para gestão física e oportunidade e temos oportunidade de criar a melhor equipa para o Mundial".
Mateus Fernandes: "É incrível o que o Mateus está a fazer agora. Todos sabemos o seu percurso, mas também o que fez no espaço sub-21. É importante experimentar o que pode fazer. Merece a chamada à seleção".

Ricardo Horta: "É um jogador que acompanhei e conhecemos bem. É um jogador experiente, com decisão no último terço e está num momento de forma brutal. O seu papel no clube merece a chamada".
Desejo de continuar na Seleção: "Já respondi a essa pergunta. Não há nada a acrescentar, mas repito que estamos alinhados com o presidente da FPF. O foco é o Mundial, não é um tema em cima da mesa. O Mundial não pode esperar, a situação do selecionador pode".
Rodrigo Mora: "Falar do Rodrigo Mora é uma felicidade. É um jogador diferente, com uma qualidade em espaços curtos muito especial. Tem um exame médico, estamos à espera das notícias. É um jogador que conhecemos bem, fez parte da equipa que ganhou a Liga das Nações. Adorei o seu dia-a-dia, mas também o que fez nos sub-21. Foi importante reagir numa época difícil, a maturidade dele é um ponto forte e acho que merece estar na seleção".
Gonçalo Guedes: "É um avançado com um perfil polivalente e importante para nós. Um jogador com nove golos, num momento muito bom. É um avançado diferenciador. A posição de ponta de lança é do Ronaldo e do Gonçalo Ramos e procuramos um avançado com perfil diferente. O Gonçalo Guedes merece a chamada e estamos muito entusiasmados com o que consegue trazer à Seleção".
Avançado de área e ausência de Paulinho: "É uma questão de perfil. O Pablo ainda não está com os documentos para ser chamado, mas o resto dos jogadores são jogadores que acompanhamos de perto. O Diogo Jota era um avançado importante para nós, com polivalência e precisamos de um avançado para substituir isso. O Paulinho é um jogador que respeitamos muito, está a fazer épocas muito boas no México, mas é um perfil igual ao do Cristiano e do Gonçalo Ramos. Precisamos de outras valências, daí o Gonçalo Guedes e o Gonçalo Ramos".
Situação incerta na América do Norte: "Precisamos de nos focar no que podemos controlar e trabalhar. É uma situação instável para todos, mas o futebol ajuda a trazer felicidade e tentamos preparar os jogos amigáveis para dar felicidade ao nosso povo".
Jogadores que nunca foram chamados: "Podem. A porta da Seleção está sempre aberta. Acho difícil que se um jogador não está com a Seleção depois dos jogos de março é difícil entrar, mas podem. A equipa técnica trabalha com esperar o inesperado. Tudo pode acontecer. Tudo tem um processo, mas fechar a porta é impossível no futebol".
Estágio nos EUA numa fase delicada das Ligas: "Não é só agora. É uma situação onde o compromisso e a exigência do futebol de clubes e de Seleção é difícil de gerir. Eu estive na Premier League sete anos e não gostava quando o jogador ia à seleção, mas sei que o momento mais importante de um jogador é vestir a camisola do país e estar num Mundial. A nossa responsabilidade é preparar o Mundial e fazê-lo, em março, em Portugal, não ajuda em nada. Há a questão do horário, altitude, protocolo de cooling breaks, tempestades. Março é o período perfeito para poupar tempo em junho. Os clubes também acham que é importante dar descanso aos jogadores. As conversas com os clubes e os treinadores são positivas. As viagens aos EUA não são mais longas do que as viagens à Arménia ou Hungria, faz parte da vida de um jogador profissional e estamos entusiasmados pelo que vamos experienciar, especialmente no estádio Azteca. É importante para a preparação que não precisamos de fazer em junho. Fico satisfeito pelo esforço que fizemos, enquanto Federação, para jogar nos países onde o Mundial vai acontecer. O foco também é proteger os jogadores".

Lesão de Cristiano Ronaldo: "O Mundial não está em risco. É uma lesão muscular leve. Achamos que dá para voltar em uma ou duas semanas. Tudo o que o Cristiano fez, fisicamente, durante esta época mostra que está num momento ótimo".
Bernardo Silva: "É uma decisão técnica baseada com a informação médica disponibilizada pelo clube do jogador e é para aproveitar para experimentar com jogadores novos. A altura para experimentar é este estágio e dar a chamada a jogadores que também merecem estar na Seleção".
Possíveis dispensas para o Mundial: "Acho que o nosso processo é muito rigoroso. Temos o estágio de março e é preciso gerir o aspeto físico e médico dos jogadores. O difícil é ser chamado, o fácil é mostrar o que o jogador pode fazer e utilizar esta experiência em dois jogos amigáveis, mas importantes para a informação que podemos receber. São jogos onde acho que podemos utilizar mais de seis substituições, estamos à espera da resposta da FIFA. Isso permite tomar decisões para construir a melhor equipa para ir ao Mundial, mas não há uma decisão pré-concebida".
Plano B caso jogo com o México seja cancelado: "Temos plano A. Há muito barulho, muitas instituições gostam de utilizar o futebol para falar das suas agendas. Não há dúvidas que há jogo. Estamos a preparar o jogo com três dias de treino a nível do mar. A ideia é preparar a equipa a nível do mar e jogarem na altitude a nível do jogo. Precisamos de experimentar com os jogadores. Depois vamos a Atlanta, um estádio fechado, exatamente com as mesmas condições de relva e temperatura que vamos ter nos primeiros jogos, em Houston. A preparação é focada na adaptação do corpo para ter um bom desempenho em altitude e depois jogar num estádio fechado com relva como em Houston, tal como os protocolos cooling breaks, que já estão introduzidos. Não há, nem precisamos, de um plano B".
Mais jovens na Seleção: "Os jogadores jovens são muito importantes, mas não é de agora. Pedro Neto, Francisco Conceição, estreia do Gonçalo Inácio... Os jogadores jovens são importantes. O desempenho dos mais jovens tem ligação ao que os jogadores mais experientes fazem no balneário. É por isso que temos jogadores jovens que são muito importantes. Trabalhamos com o sub-21 para dar espaço à Seleção. O talento jovem é muito importante para a Seleção A".
Laterais: "O importante é ter um grupo de jogadores polivalentes. Na lateral esquerda, um jogador com pé direito pode jogar à esquerda, o João Cancelo joga num dos melhores clubes do mundo a lateral esquerdo. As posições estão bem preenchidas. Não é uma questão de mais jogadores. Temos 20 posições na Seleção e trabalhamos nisso. O sistema tático é diferente com e sem bola. Num torneio, há situações onde os jogadores precisam de ser polivalentes para termos todas as posições cobertas".
Adversários: "São adversários diferentes. Não são europeus, os treinadores trabalharam muito na Europa. A CONCACAF é uma competição diferente, os EUA ganharam ao Uruguai no último jogo, com um desempenho fantástico e com capacidades físicas importantes. É um jogo para trabalhar um adversário com pressão alta. O México consegue utilizar o fator casa. Jogar no Azteca deu sempre resultados importantes ao México. Para nós, jogar em altitude, com uma equipa com um apoio incrível, dá para criar muita informação para o Mundial".
Samuel Costa: "Já o conhecemos. Deu boa impressão e acho que mudou. Está numa posição muito dinâmica no seu clube, está num bom momento e com boa energia. Uma das exigências do Mundial vai ser a energia do dia-a-dia. É um Mundial muito complexo. A energia do Samu, Mateus Fernandes e Rodrigo Mora pode ser importante no convívio da Seleção".

Crescimento de Portugal: "É uma oportunidade para defrontar equipas com muita personalidade, situações de um contra um em todo o campo. A pressão do México e dos EUA é uma pressão com muita intensidade e podemos experimentar bem estes aspetos taticamente. Não vou dizer o quê porque seria fácil para o adversário, mas podemos analisar aspetos táticos que equipas da CONCACAF podem apresentar durante o jogo".
Raphaël Guerreiro: "Há situações que precisamos de respeitar. Os jogadores têm momentos nas carreiras que a Seleção precisa de ouvir. Pediu para ficar de fora na Liga das Nações e é um jogador que não está nas nossas listas".
