Senegal mede forças com o Peru, este sábado, em Paris, num particular de preparação para o Mundial-2026, com as duas estrelas estampadas no peito.
Esta será a primeira partida dos Leões de Teranga após a decisão do título da Taça Africana de Nações. No torneio encerrado no dia 18 de janeiro, no Marrocos, Senegal venceu os donos da casa numa partida polémica.
No final do duelo, vários jogadores senegaleses abandonaram o campo, por orientação do técnico Pape Thiaw. A medida foi um protesto contra a decisão do árbitro que, pouco depois de anular um golo do Senegal, marcou um penálti a favor do Marrocos nos descontos. Depois de 15 minutos de paralisação, os senegaleses regressam ao campo, convencidos pelo capitão e ídolo Sadio Mané.
A partida seguiu, com Brahim Díaz a desperdiçar o penálti. No prolongamento, o Senegal venceu com um golo de Pape Gueye.
Título tirado na secretaria
No último dia 17, a Confederação Africana de Futebol (CAF) tirou o título de Senegal, em virtude do abandono de campo, considerando Marrocos como novo campeão do torneio.
O comité de apelo da CAF justificou a sua decisão com base nos artigos 82 e 84 do regulamento da CAN, que estabelecem que, se uma equipa "se recusar a jogar ou abandonar o campo antes do apito final, será considerada derrotada e eliminada definitivamente da competição".
A Federação Senegalesa de Futebol (FSF) recorreu ao Tribunal Arbitral do Desporto (CAS) contra a decisão, com a decisão a ser tomada apenas nos próximos meses.
Até lá, Marrocos segue como o campeão da CAN, com o Senegal a preferir ignorar uma controversa decisão definida fora de campo. De acordo com uma fonte do Flashscore próxima do processo, "a Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF) tomou conhecimento da situação e está a encarar esta nova fase com confiança. A Federação continuará a defender a aplicação rigorosa das regras conhecidas por todos, que salvaguardam a estabilidade das competições".
