A iniciativa decorreu no âmbito do Fórum da ANTF, com a presença de António Simões, José Augusto e Hilário, três dos quatro magriços ainda vivos. O outro é Vicente Lucas, que não compareceu em Albufeira por motivos de saúde.
António Simões agradeceu “o gesto”, lembrando que o mesmo acontece “num país que nem sempre tem a melhor relação com o reconhecimento”.
“É um gesto que me tocou, porque não sou falso e gosto que nos reconheçam a todos pelo que conseguimos”, afirmou.
Simões lembrou “todos os outros que já não estão connosco” e que estiveram naquilo que foi a melhor representação de sempre de Portugal num Campeonato do Mundo.
“Peço-vos a todos que se lembrem deles”, concluiu.
A homenagem visou recordar o “feito histórico” da geração conhecida como os Magriços, ao conquistarem o terceiro lugar no Mundial-1966, em Inglaterra.
A seleção portuguesa então orientada por Otto Glória destacou-se pelo talento, espírito competitivo e capacidade de superação, com particular evidência na reviravolta de 3-0 para 5-3, frente à Coreia do Norte, nos quartos-de-final, e na liderança de Eusébio, figura maior do torneio e melhor marcador da competição.
O "Pantera Negra" marcou quatro dos cinco golos, tendo o outro a assinatura de José Augusto.
Segundo a ANT, esta distinção constitui uma “sentida homenagem” a uma equipa que simboliza ambição, talento e superação, tendo elevado o prestígio de Portugal no panorama futebolístico mundial e inspirado gerações posteriores de jogadores e treinadores.
