Roberto Martínez não é conhecido por ser um homem de riscos. Em três anos estreou 14 jogadores, sendo que destes apenas Gonçalo Inácio, João Neves, Renato Veiga e José Sá se tornaram presenças assíduas nas convocatórias.
O atual selecionador de Portugal tornou-se conhecido por adotar uma abordagem de clube, dando primazia à união do grupo e criação de rotinas coletivas em relação a eventuais momentos de forma.
A presença nos estágios é considerada primordial e nesse sentido, a convocatória para os encontros com Estados Unidos da América e México, em março, ganha particular preponderância. Com a ideia, tornada pública, de levar três avançados e com dúvidas quanto à condição física de Cristiano Ronaldo, esta pausa internacional pode deixar mais claro quem pode continuar a alimentar o sonho americano.
Dos 26 jogadores utilizados na qualificação para o Mundial-2026, Ronaldo (cinco jogos e 374 minutos) e Gonçalo Ramos (seis jogos e 153 minutos) foram os únicos avançados com minutos e parecem garantidos no Mundial-2026, salvo algum imprevisto físico.
Nesse sentido, a chamada de um outro avançado para este estágio deixa, quase de certeza, esse jogador na pole para seguir para o Mundial. O Flashscore aponta três possibilidades. E quando se pensa em avançados, toda a gente fala em golos. Essa foi a métrica utilizada para encontrar os três nomes.
Paulinho (33 anos) – Toluca
Não é surpresa para ninguém, e no México até garantem que está integrado na pré-convocatória. Aos 33 anos, Paulinho tem três internacionalizações e dois golos, mas não veste a camisola nacional desde novembro de 2020.
Contudo, o avançado ganhou uma segunda vida no Toluca. Com 22 golos marcados e quatro assistências em 2025/26, tem um registo de participação direta em golos (26) que só é superado por João Félix (15 marcados e 12 assistidos).
Números interessantes, num campeonato conhecido pela competitividade e com o adicional de conhecer bem o continente onde se vai disputar o próximo Mundial.

Ricardo Horta (31 anos) – SC Braga
O capitão do SC Braga não é um ponta-de-lança, mas perfeitamente capaz de ocupar a posição com outras características, como o tem feito por diversas vezes com a camisola arsenalista.
Internacional em 12 ocasiões, esteve no Mundial-2022 (marcou um golo), mas não é chamado desde novembro de 2023.
Está a fazer uma época exímia com 19 golos e seis assistências, sendo que é um dos nomes valorizados por Roberto Martínez. E por aí pode abrir-se um caminho para o regresso ao convívio das quinas.

Cláudio Braga (26 anos) – Hearts
Talvez o nome mais surpreendente aqui apresentado. André Silva (Elche), Fábio Silva (Dortmund) ou até mesmo Chermiti (Rangers) seriam nomes mais sonantes, todos com experiências de seleção jovem, os dois primeiros já internacionais, mas também com uma produção muito inferior ao da nova estrela do conjunto de Edimburgo.
Numa época que pode ser histórica na Escócia, o Hearts luta para quebrar o duopólio dos gigantes de Glasgow e para isso pode agradecer a Cláudio Braga. Com 15 golos marcados e cinco assistências, tem sido uma das figuras da Premiership.
Meritória, a chamada de Cláudio Braga seria sempre uma surpresa para alguns adeptos, mas entrava na linha de nomes como Jota Silva ou Carlos Forbs, jogadores de ataque fora dos principais campeonatos europeus que foram chamados em alturas que se destacavam.
Uma questão que só será desfeita esta sexta-feira, pelas 12:30.

