Com o final do Mundial-2026 na noite de domingo, Zidane, ícone do desporto francês, deverá ser rapidamente nomeado para assumir o comando.
"Não me cabe a mim anunciar o selecionador, isso compete à federação. Mas quando se tem a sorte de contar com alguém com um talento destes, penso que é preciso aproveitar essa oportunidade para a seleção francesa", considerou a ministra do Desporto.
Foi também questionada sobre o futuro salário do próximo selecionador, numa altura em que a lei que reforma o desporto profissional – que deverá ser definitivamente aprovada na terça-feira – inclui uma emenda que limita a 450.000 euros o salário anual dos dirigentes e trabalhadores, salvo se houver uma derrogação que terá de ser assinada pelo Ministério do Desporto.
"Quando se trata de cargos como este, em seleções nacionais, em todo o mundo, são funções que de facto têm algum custo", admitiu Marina Ferrari.
Recorda, no entanto, que esta lei não era "um texto de iniciativa governamental" e que "manifestou o seu desacordo sobre o tema" do limite salarial e da derrogação, pois "considera que não cabe ao Estado intervir na remuneração de uma estrutura privada".
Mas "houve um acordo entre parlamentares, entre deputados e senadores, e assim ficou", declarou ainda a ministra.
"Não tenho competências específicas sobre como selecionar um treinador para a seleção francesa. Não sou especialista em futebol, não estou junto ao relvado. Portanto, como saber, sendo ministra do Desporto, qual é o critério que me permite hoje justificar que um merece mais do que outro? Não sou profissional do futebol. Não é o meu papel", fez questão de sublinhar Marina Ferrari.
