Bino Maçães diz que Portugal pode "falhar mais vezes" fases finais de Europeus e Mundiais sub-17

Bino Maçães, atual selecionador sub-18 de Portugal
Bino Maçães, atual selecionador sub-18 de PortugalLUIS BRANCA / GETTY IMAGES EUROPE / GETTY IMAGES VIA AFP

O selecionador portuguesa de futebol de sub-18, Bino Maçães, disse esta segunda-feira que o falhanço no apuramento para o Europeu e Mundial de sub-17 reflete o aumento da exigência competitiva, admitindo que situações semelhantes podem repetir-se no futuro.

"Não queremos que isso aconteça, mas, no futuro, vai acontecer mais vezes porque há grande nível e estamos a falar de miúdos. Saber gerir os momentos de pressão nem sempre é fácil e depende de geração para geração. (Temos) de pensar que tudo isto faz parte do crescimento”, argumentou o técnico, que levou a equipa das quinas aos títulos europeu e mundial do escalão.

Ao falar aos jornalistas à margem do Fórum da Associação Nacional dos Treinadores de Futebol (ANTF), em Albufeira, no Algarve, Bino Maçães sublinhou que a ausência de Portugal de fases finais de Europeus e Mundiais de futebol “poderá repetir-se”.

“Infelizmente, no futuro eventualmente vai acontecer mais vezes”, afirmou o técnico atualmente responsável pela seleção nacional de sub-18.

Segundo o selecionador campeão europeu e mundial de sub-17 as mudanças nos critérios de qualificação “tornaram o acesso às fases finais mais difícil”.

“Os regulamentos do ano passado já mudaram e só o primeiro classificado é que pode ir ao Europeu”, notou, sublinhando que a qualificação para o Mundial, enquanto um dos melhores segundos classificados, “é igualmente um desafio exigente”.

Portugal falhou recentemente o apuramento para a fase final do Europeu de sub-17 e, consequentemente, ficou afastado também do Mundial de sub-17, num contexto de crescente competitividade entre as principais seleções europeias.

Para Bino Maçães, a presença das seleções francesa, alemã ou italiana nos grupos de qualificação aumenta a dificuldade e reduz a margem de erro para outras equipas.

“Basta às vezes um deslize e, se as coisas não correrem tão bem, podemos ficar de fora”, concluiu.