Sub-21: Declarações dos protagonistas após o Azerbaijão-Portugal (0-4)

A festa dos jogadores de Portugal em Baku
A festa dos jogadores de Portugal em BakuHernâni Pereira/FPF

Declarações ao Canal 11 após o jogo Azerbaijão-Portugal (0-4), do Grupo B da fase de qualificação para o Campeonato da Europa de futebol de sub-21 de 2027, disputado esta sexta-feira em Baku.

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Luís Freire (selecionador de Portugal):

“Estes jogos, com equipas em bloco muito baixo, com cinco, seis defesas, sete defesas, se for necessário, por vezes, há muitas pernas à frente e é difícil a bola entrar. Nós criámos oportunidades na primeira parte, tivemos ocasiões. Estávamos com alguma falta de espontaneidade, alguma falta de objetividade, mas também foi a falta de eficácia, porque a atitude teve a top. O Azerbaijão não fez um remate, penso que no jogo todo. E nós tivemos muitas situações na primeira parte. Faltava a bola entrar. Foi o que eu disse aos jogadores. Tínhamos de continuar a persistir, continuar com o nosso jogo, mas cada vez com o ritmo mais alto, porque o adversário não ia conseguir estar tanto tempo a defender-se.

Ao circular por dentro, por fora, com muitos movimentos a entrar na linha defensiva deles, o golo tinha que aparecer. E foi assim que também surgiu, com um preenchimento da área muito forte, acabámos por fazer o primeiro. A partir daí, no Azerbaijão, as forças caíam um bocadinho. Nós, mais tranquilos também, mais confiantes. O resultado foi-se dilatando, mas principalmente pela vontade, a atitude, a energia, a alegria e a disciplina que os jogadores tiveram, porque não sofremos e estiveram sempre muito concentrados.

Os jogadores têm qualidade. Quando entram neste espaço, foi o que eu lhes transmiti, isto é um passo na carreira deles, mas é um novo começo. A exigência aqui tem que aumentar obrigatoriamente, porque é o último passo para a seleção AA. Aqui, queremos que os jogadores entrem e deem tudo por Portugal. Penso que isso tem sido notório.

Independentemente dos jogadores que cá estão, tem sido notória a vontade de quem também entrou agora, por exemplo, deu tudo e mais alguma coisa. Quem veio do banco de suplentes também deu tudo. Joga-se poucas vezes pela seleção nacional. Quando jogamos, temos de aproveitar ao máximo e temos de desfrutar. Porque são momentos únicos na carreira, seja do treinador, seja do jogador. Penso que eles interpretaram muito bem essa mensagem e chegaram ao campo e meteram as ideias em prática. Penso que tivemos muita dinâmica, muita vontade. O resultado foi traduzindo isso. Podíamos ter feito mais golos, mas estou muito satisfeito pela personalidade que a equipa teve.

Agora temos uma viagem muito longa, 12 horas de viagem. Será importante recuperar deste esforço. Foi um dia também difícil nas condições climatéricas e mesmo nas condições que tivemos aqui, no Azerbaijão. Mas penso que os jogadores vão descansar e vão estar preparados para isso. Vamos olhar para as particularidades do jogo com a Escócia, mas queria, principalmente, reforçar que, com os portugueses ao nosso lado, penso que vamos dar tudo novamente e vamos à procura de mais três pontos, porque a cada três pontos estamos mais perto de ir ao Europeu. Portanto, peço aos portugueses para comparecerem no estádio António Coimbra da Mota (onde se realiza o jogo com a Escócia).

João Simões (jogador de Portugal, autor de um golo):

"Na primeira parte cansámos muito o adversário, criámos muitas chances, mas infelizmente não conseguimos fazer golo. Na segunda parte mantivemos o ritmo, com muita paciência, muita persistência e o golo surgiu e a partir daí foi tudo mais fácil. Conseguimos chegar com mais calma, mais confiantes e, graças a Deus, conseguimos marcar quatro golos.

(Golo marcado) Tinha espaço, vi que podia rematar, rematei e, graças a Deus, consegui marcar. Fico muito feliz, obviamente, é um grande orgulho, sem dúvida. É um golo que já estava a procurar há algum tempo, não só na seleção, e fico feliz e muito orgulhoso do nosso trajeto.

Temos uma mentalidade incrível, por isso vamos chegar ao jogo (com a Escócia) e tentar ganhar o jogo, obviamente, sabendo as dificuldades que a Escócia coloca, vamos recuperar, porque temos mais um jogo para ganhar, não acabou ainda”.

Daniel Banjaqui (jogador de Portugal):

“Estou muito contente pela minha estreia. O jogo foi um jogo mais complicado. A equipa estava muito baixa. Tivemos de ter paciência para chegar ao primeiro golo, circular a bola e criámos muitas oportunidades. Na segunda parte, acabámos por chegar ao golo e, depois, foram saindo mais.

Os meus colegas deixaram-me muito à vontade (para a estreia na seleção de sub-21). Deram-me sempre muita tranquilidade. Receberam-me muito bem e tenho-me sentido como já estivesse com eles há muito tempo. O objetivo (no jogo com a Escócia) é o mesmo. Ganhar. Manter a baliza a zeros e marcar o máximo que conseguirmos”.

Tiago Parente (jogador de Portugal, autor de um golo):

“Sim, foi complicado. Eles tinham um bloco baixo e estava difícil quebrar as linhas. Até estávamos a conseguir criar (oportunidades), mas estava a faltar o último momento da finalização, o último passe, ter uma melhor definição. É algo que temos de melhorar. Melhorámos na segunda parte e a partir do momento em que entrou o primeiro golo foi tudo mais fácil.

Estamos a desenvolver um excelente grupo. Portugal tem muitos jogadores e isto é prova de que temos muitos jogadores de qualidade e qualquer um está pronto para dar resposta. Sim, começa a ser aqui na seleção (um hábito marcar golos) mas isto também é derivado da maneira como jogamos, com os laterais muito presentes. E mesmo ao intervalo, o que foi falado foi ter mais jogadores a entrar na área, para termos mais soluções para os cruzamentos entrarem. Até porque eles não tinham ninguém para a transição, ou, se tinham, eram dois jogadores e estávamos a conseguir controlar com os centrais, o que dava liberdade aos laterais, seja por dentro ou por fora, para subir”.

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