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Copa América: Uruguai estreia-se como candidato ao título contra o Panamá

Federico Valverde, jogador do Uruguai e do Real Madrid
Federico Valverde, jogador do Uruguai e do Real MadridAFP
O Uruguai, de Marcelo Bielsa, estreia-se na Copa América na madrugada de segunda-feira, contra o pequeno Panamá, e é um dos favoritos, impulsionado pelo técnico argentino e por um leque de jogadores com experiência nas principais ligas europeias.

A Celeste está em ascensão desde a chegada de "Loco" Bielsa ao comando técnico, no ano passado, e vai para o primeiro jogo no Hard Rock Stadium, em Miami (Flórida), como favorita para levantar o troféu. Neste momento, é a equipa com mais títulos no torneio (15), empatada com a Argentina.

A equipa tem fortes argumentos para liderar o Grupo C, que partilha com os Estados Unidos, o Panamá e a Bolívia, e para chegar longe nesta Copa América.

Na defesa, conta com os experientes Ronald Araújo (Barcelona) e José María Giménez (Atlético de Madrid).

O meio-campo conta com alguns jogadores de destaque, como Federico Valverde, titular do campeão europeu Real Madrid, Manuel Ugarte (Paris Saint-Germain) e Rodrigo Bentancur (Tottenham).

No ataque, o inspirado Darwin Núñez (Liverpool), que marcou cinco golos em seis jogos nas eliminatórias para o Mundial de 2026, e o veterano Luis Suárez, o melhor marcador de sempre da Celeste e o único jogador do grupo a vencer a competição, em 2011, na Argentina.

Um novo impulso

Bielsa conseguiu reanimar uma equipa que estava em queda desde a eliminação na fase de grupos do Catar, em 2022. Desde a sua chegada, o Uruguai acelerou o ritmo de jogo, com uma pressão sufocante e transições rápidas para o ataque.

"Marcelo (...) é muito intenso nos treinos. Depois, nos vídeos, ele também mostra detalhes a cada jogador que às vezes nem sabemos", disse o lateral Guillermo Varela, esta semana, sobre as exigências do treinador.

O resultado tem sido notável. O Uruguai está em segundo lugar nas eliminatórias para o Mundial-2026, com 13 pontos em seis jogos, atrás apenas da Argentina, que derrotou por 2-0 em Buenos Aires.

A vitória por 4-0 sobre o México no último particular antes da Copa América confirmou, se é que era preciso confirmar, que o Uruguai vai para o jogo contra o Panamá em alta.

Muitas lesões

A seleção panamiana quer melhorar o resultado obtido há oito anos, na sua primeira participação na Copa América, nos Estados Unidos, quando foi eliminada na fase de grupos, depois de apenas uma vitória contra a Bolívia, e duas derrotas pesadas para Argentina e Chile.

A equipa treinada pelo hispano-dinamarquês Thomas Christiansen sofreu esta semana a perda do seu capitão, o médio Aníbal Godoy (Nashville SC da MLS), que vai falhar toda a competição com uma lesão muscular na coxa esquerda.

Este golpe vem juntar-se à ausência de outros jogadores titulares, como os defesas Jiovany Ramos, Fidel Escobar e Andrés Andrade e o avançado Cecilio Waterman.

Apesar dos contratempos, os Canaleros estão confiantes de que serão capazes de lutar no torneio.

"Não pensem que estamos aqui para passear, estamos aqui para jogar duro", disse o central Roderick Miller na quinta-feira, após o primeiro treino do Panamá em Miami.

"Sabemos que temos três desafios difíceis, mas todos sabem o papel que têm a desempenhar", acrescentou o veterano, que disputou os três jogos da Copa América de 2016.

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