Recorde as incidências da partida
Dorival refutou qualquer teoria de que lhe falta comando ou pulso sobre o grupo. Segundo o treinador da seleção brasileira, os comentários chegam a ser uma "covardia".
"Primeiro, lamentar que as pessoas façam avaliação de uma foto, gesto, atitude. Eu só peço que exista respeito, a todos os profissionais. Eu sempre entendi que jornalismo tem que se ouvir os dois lados. Eu fui apanhado totalmente de surpresa, porque nem sabia. Eu, como atleta, já participei de algumas decisões, como no campeonato de 88, em penáltis, eu sempre ficava um pouco afastado, com o grupo, via aquele movimento inicial, porque eu havia treinado para bater penálti e queria estar concentrado para o que eu faria e tranquilo para executar da melhor forma", justificou Dorival Júnior, em declarações ao programa F90, da ESPN.
"Eu nunca participei de rodinhas porque não quero incomodar jogadores em momentos como esse. Caso eu sinta que o grupo esteja muito nervoso ou muito tranquilo, é natural que eu tenha que interferir, não foi o caso. Estava à procura do próprio Alisson para ter uma conversa mais detalhada com ele, o quarto árbitro chamou-me um pouco distante da roda, pedindo para cortasse um atleta da lista, já que o Uruguai tinha perdido um jogador por expulsão, que ele não deveria fazer parte. Eu não sabia o número do Arana, para cortá-lo, então estava à procura para ver o número dele apenas", acrescentou o técnico da Seleção Brasileira.
Chateado com os comentários que considerou maldosos e levianos, Dorival reforçou que jamais participou de rodas propostas por atletas, pois gosta de dar autonomia aos seus jogadores. Seria uma forma, inclusive, de aumentar a confiança dos jogadores em momentos extremamente decisivos.
"Não participo de rodas, nunca fiz isso, nem em clubes, quero que o jogador se sinta confortável e lembre-se do que ele fez. Que estejam tranquilos, concentrados e façam o que fizeram em treino", destacou à ESPN.
"Infelizmente as tomadas de posições, todos os comentários que foram feitos, maldosos, levianos, sem nexo nenhum e, o principal, sem conhecer o outro lado da moeda. Lamento muito por tudo isso, não são dignos de profissionais a altura do que temos. Respeitem-nos aqui desse lado, porque em todos os momentos, de todos vocês, eu jamais vim a público. Nesse caso, foram levianos ao extremo e até usaram de certa covardia. Lamento, mas passo por cima e olho lá na frente para melhorar para as Eliminatórias", completou Dorival Júnior.
Confiança na volta por cima

A seleção brasileira vive o seu pior momento na história, acumulando insucessos em Campeonatos do Mundo.
"Todos pediam mudanças, para que alterássemos o padrão da equipa, mas essas mudanças precisam de tempo. Não existe magia no futebol. Então, nós temos que ter todo o cuidado possível. É uma geração que promete muito. Esse momento é muito difícil, porém revertemos um quadro que vinha a acontecer com a seleção", projetou o técnico da seleção brasileira.
