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Os melhores e piores momentos de Messi com a Argentina

Messi, após perder o último jogo com a Argentina
Messi, após perder o último jogo com a ArgentinaIMAGN IMAGES via Reuters/Brett Davis/File Photo

Campeão do mundo e duas vezes vencedor da Copa América com a Argentina, Lionel Messi pôs fim, a 31 de agosto, à sua carreira internacional com a Albiceleste após 21 anos e 125 golos com a camisola da sua seleção, da qual é o melhor marcador de sempre.

Estes são os momentos-chave, para o bem e para o mal, do astro rosarino com a Argentina:

2006: o seu primeiro Mundial

Dez meses depois da sua estreia pela seleção principal – uns fogosos primeiros passos travados de imediato por uma expulsão menos de um minuto após entrar em campo –, Messi foi convocado por José Pékerman para o Mundial-2006.

Messi estreou-se no torneio mais importante do futebol ao minuto 74 do segundo jogo da fase de grupos, a 16 de junho de 2006, quando a Argentina já vencia por 3-0 frente à Sérvia e Montenegro.

Assistiu Hernán Crespo apenas quatro minutos depois de entrar em jogo e depois juntou-se à festa com um golo, fechando a goleada por 6-0 da Argentina nesse encontro, poucos dias antes de completar 19 anos.

2014: vice-campeão no Maracanã

Depois de duas eliminações consecutivas nos quartos de final frente à Alemanha (2006 e 2010), a Argentina reencontrou essa seleção na final do Mundial do Brasil 2014.

Na África do Sul 2010, Messi não tinha conseguido marcar, mas nesse Mundial-2014 brilhou com quatro golos e uma assistência, sendo decisivo no percurso da equipa até à final, ao ponto de ser eleito o melhor jogador da competição apesar de não ter sido campeão.

O avançado do Barça, já capitão da sua seleção, viveu com enorme desilusão a derrota por 1-0 frente aos alemães no prolongamento da final no Maracanã, no Rio de Janeiro.

2016: um primeiro adeus efémero

Com uma carreira gloriosa no Barcelona, Messi acumulava frustrações com a sua seleção e algumas das suas palavras deram a volta ao mundo em junho de 2016.

A Argentina tinha perdido a final da Copa América frente ao Chile em 2015 e um ano depois voltava a defrontar a mesma equipa no jogo decisivo do mesmo torneio, onde esperava conseguir a desforra.

O duelo foi decidido nos penáltis, tal como um ano antes, e a história repetiu-se: os falhanços de Lucas Biglia e do próprio Messi deram novo título ao Chile.

Ainda a quente após a derrota, o 10 argentino anunciava a sua saída da seleção com apenas 29 anos.

Seguiu-se então uma onda de apelos para que voltasse atrás nessa decisão, desde o então presidente Mauricio Macri à lenda Diego Maradona, passando por milhares e milhares de adeptos.

Dois meses depois, Messi decidiu regressar, para alívio de todo um país.

2021: a primeira Copa América, finalmente

À beira de deixar o Barcelona após 17 épocas para se juntar ao Paris SG, Lionel Messi manteve o foco durante a Copa América 2021 no Brasil: foi o melhor marcador em partilha e o melhor assistente do torneio, guiando a Argentina até à final frente à seleção brasileira.

Nesse 10 de julho de 2021, em território hostil, a Argentina venceu por 1-0 com um golo de Ángel Di María.

Números de Messi
Números de MessiFlashscore

Depois de três finais perdidas na Copa América (2007, 2015, 2016), Messi tirava finalmente o peso das costas e saboreava o seu primeiro grande título com a Argentina.

2022: o topo do mundo

Altamente motivado sob as ordens de Lionel Scaloni, Messi sentia que o Mundial-2022 era a sua grande oportunidade.

Desde o início deixou isso claro e, antes da final, já tinha marcado cinco golos, sendo fundamental no percurso da Albiceleste até ao último jogo.

O encontro decisivo foi a 18 de dezembro de 2022 em Lusail, perto de Doha, e o capitão da Argentina assumiu o seu estatuto de líder ao apontar dois golos frente à França, onde Kylian Mbappé respondeu com um hat-trick, fixando o resultado em 3-3 e levando a decisão para os penáltis.

Gonzalo Montiel marcou o penálti que deu à Argentina a sua terceira estrela e, com 35 anos, Messi podia sentir-se, finalmente, o rei do mundo.

2026: destronado em Nova Jérsia

Em 2024, a Argentina mantinha a sua histórica sequência vitoriosa com um título na Copa América.

Já no Inter Miami e numa fase final da sua carreira, Messi propôs-se disputar o Mundial-2026 e conseguiu-o. Logo na estreia, assinou um hat-trick frente à Argélia, uma semana antes de completar 39 anos.

Nesse torneio igualou e ultrapassou o alemão Miroslav Klose como melhor marcador da história dos Mundiais, embora ambos tenham sido depois superados nessa classificação, durante a mesma competição, por Mbappé, que elevou o recorde para 22 golos.

Messi terminou com 21 e o último foi o seu oitavo golo nesse Mundial-2026, a 7 de julho, nos oitavos de final, na vitória quase milagrosa frente ao Egito (3-2).

Não marcou depois, nem nos quartos de final frente à Suíça (3-1), nem na meia-final contra a Inglaterra (2-1). E também não na final perdida frente à Espanha (1-0) no MetLife Stadium, em East Rutherford (Nova Jérsia).

"A dor é enorme e vai custar a sarar esta ferida", admitiu no Instagram um dia depois da derrota frente aos espanhóis.