"O Euro 2032 está agendado e vai realizar-se, isso é certo. Espero que as infraestruturas (italianas) estejam prontas. Se tal não acontecer, o torneio não será disputado em Itália", afirmou Ceferin numa entrevista à Gazzetta dello Sport.
Tal como já tinha feito em maio passado, o líder do futebol europeu lamentou o estado dos estádios italianos.
"Os responsáveis políticos italianos talvez devessem questionar-se sobre o motivo pelo qual as infraestruturas do futebol italiano estão entre as piores da Europa", sublinhou.
Referindo-se também aos maus resultados da Nazionale, eliminada na terça-feira pela terceira vez consecutiva nos play-offs do Mundial, Ceferin considerou que "a Itália é um dos países mais importantes do futebol e vai regressar ao topo".
No entanto, advertiu que "o maior problema do futebol italiano é a relação entre as políticas do futebol e as políticas normais".
A Itália deveria inicialmente indicar em outubro de 2026 os cinco estádios que vão receber jogos do Euro-2032. Onze cidades/estádios apresentaram candidatura: Roma, Florença, Bolonha, Verona, Milão, Génova, Bari, Nápoles, Turim (estádio da Juventus), Cagliari e Palermo.
Contudo, entre estas candidaturas, duas dependem de estádios que ainda têm de ser construídos. Em Milão, o Inter e o AC Milan lançaram um projeto para a construção de um novo San Siro. A câmara municipal de Roma deu no mês passado luz verde para a construção, a partir de 2027, de um estádio para a Roma no bairro de Pietralata, no nordeste da capital italiana.
No entanto, estes projetos podem ser atrasados por um longo processo administrativo, criticado pelos clubes da Serie A e apontado como um entrave à modernização de um parque de estádios obsoleto.
