“Dia Negro”: Luís Castro pede desculpa por expressão que criou polémica no Brasil

Luís Castro no treino do Grémio
Luís Castro no treino do GrémioGrémio

Declarações do treinador português do Grémio após o dérbi com o Internacional causaram polémica no Brasil. Castro nega qualquer “ofensa racista”.

Vamos trabalhar, porque acho que só há uma forma de seguir em frente, que é com trabalho. Não existe outra maneira, não nos vamos lamentar ou colocar a cabeça para baixo para terem pena de nós. Foi um dia negro para nós, um dia negro, mas que acabou”. Esta última frase de Luís Castro, no rescadlo da derrota com o Internacional (4-2), levantou polémica no Brasil.

Pese embora ser uma expressão relativamente inócua em Portugal, do outro lado do Atlântico foi visto como tendo uma conotação racista e isso levou o técnico do Grémio a recorrer às redes sociais para evitar qualquer mal-entendido.

Venho a público pedir desculpa em relação à expressão utilizada no final do clássico deste domingo em conferência de Imprensa. Em momento algum tive a intenção de praticar qualquer ofensa racista. Referi-me unicamente ao contexto do jogo. Reforço a minha posição de defesa da igualdade como valor social. Igualdade de oportunidades, raças e religiões. Reafirmo as minhas humildes desculpas. Respeito a aprendizagem com o compromisso de não repetir a expressão”, pode ler-se numa publicação no instagram.

Com 64 anos, Luís Castro está na segunda passagem pelo futebol brasileiro. Depois de ter dirigido o Botafogo entre 2022 e 2023, assumiu no início de 2026 o Grémio, clube com o qual leva três vitórias e duas derrotas nos cinco jogos do Gauchão.