Análise: Como Arda Güler vai encaixar no Real Madrid?

Arda Güler na sua apresentação no Real Madrid
Arda Güler na sua apresentação no Real Madrid AFP

A recente transferência do médio turco poderá alterar a formação planeada por Carlo Ancelotti no início do verão: manterá o clássico 4-3-3 ou mudará a formação? Quem será titular e quem ficará no banco?

A janela de transferências de verão está quase fechada para o Real Madrid. Na ausência de uma decisão final sobre o futuro de Kyliann Mbappé, o Real Madrid teve um mercado bem sucedido, trazendo jogadores como Jude Bellingham, Fran García, Brahím Díaz, Joselu e Arda Güler.

O jogador turco, precisamente, é uma contratação que, em teoria, deverá ser uma referência para a próxima década. A juventude, os bons pés e o grande rendimento no Fenerbahçe fizeram dele um dos desejos de meia Europa.

Clubes como o Barça, PSG e Real Madrid seguiram-lhe os passos. O jogador optou por rumar ao Santiago Bernabéu e, na sua apresentação, avisou que não pretende sair por empréstimo, como já aconteceu com outros jovens promissores que chegam ao Santiago Bernabéu e perdem protagonismo no plantel.

Com Güler, estes são os desenhos tácticos que o Real Madrid poderá utilizar na próxima época:

1) Manter o 4-3-3. Tática que ganha, não se mexe. O clássico 4-3-3, sistema que deu ao Real Madrid quatro títulos da Liga dos Campeões em cinco edições, deverá ser uma formação que veremos em jogos específicos. A circulação da bola, a criação de jogadas de golo pelos flancos e a mobilidade de um avançado que não é permanente (o caso de Karim Benzema foi especial, pois não só marcou como gerou golos) são atractivos para a equipa técnica ao analisar este sistema.

Güler, na sua apresentação no Real Madrid
Güler, na sua apresentação no Real MadridAFP

Courtois; Carvajal, Rüdiger, Militão e Alaba; Tchouaméni ou Camavinga, Kroos, Modric ou Bellingham; Vinicius, Güler ou Valverde e Rodrygo poderiam completar a formação sem qualquer inconveniente. A chegada de Fran García abre possibilidades na lateral esquerda. Mendy corre o risco de não entrar no onze inicial, enquanto Bellingham terá certamente muito espaço no plantel. Custou mais de 100 milhões, não chegou ao Bernabéu para ser suplente.

2) Implementar o 4-2-2. A solvência defensiva do Real Madrid foi posta em causa após o fracasso no Etihad. A goleada sobre o City na Liga dos Campeões mostrou um Real Madrid confuso, que sofreu demasiado nas transições ataque-defesa e deixou espaços no ar. O 4-2-2 é uma opção latente para melhorar esses problemas defensivos. Os médios contribuem para a marcação nesse sistema e, além disso, podem explorar os espaços com Vinicius em contra-ataques letais.

Courtois, Carvajal, Rüdiger, Militão e Alaba; Tchouaméni, Kroos ou Valverde, Bellingham e Modric ou Güler; Vinicius e Rodrygo no topo.

3) Linha de 3? O Real Madrid não é uma equipa que costuma implementar formações modernas. A linha de três, de facto, só foi uma opção durante alguns jogos sob Julen Lopetegui e Zinedine Zidane. O sistema não produziu grandes resultados para o clube, mas, com os jogadores presentes no plantel, é uma alternativa interessante. A linha de três, para além de permitir a circulação rápida da bola a partir de trás (como faz o Inter de Milão), oferece a possibilidade de fechar as linhas e potenciar o jogo pelos flancos. Vinicius e Rodrygo, neste contexto, apreciariam uma formação tão alargada.

Courtois; Carvajal, Militão, Rüdiger, Alaba e Fran García; Camavinga, Bellingham ou Kroos, Modric, Güler ou Valverde; Rodrygo e Vinicius na frente.

A ausência de Benzema oferece uma variedade de opções. Carlo Ancelotti tem certamente muito trabalho pela frente durante o resto do verão.