Apesar de Lunin ter mostrado esta época, e em anteriores, que é um guarda-redes fiável em grandes palcos, nada se compara aos milagres habituais de Thibaut Courtois. O belga habituou-se a defender mais do que seria expectável, até mesmo do que a própria Big Data indica.
Os problemas defensivos do Real Madrid, tanto no passado como no presente, têm contado com os habituais remendos que o guarda-redes coloca em cada jogo. A sua lesão em Manchester vai afastá-lo durante mês e meio e, por isso, não estará nessa eliminatória crucial da Champions, frente ao Bayern de Munique.
Uma ausência sensível que se percebe através dos dados, para lá do óbvio e das suas exibições heroicas em cada encontro em que o Real Madrid sofre defensivamente. O BeSoccer Pro avalia o seu desempenho nesta Champions, onde volta a destacar-se como o guarda-redes mais decisivo através do xG (golos esperados). A estatística de golos evitados resulta da diferença entre os golos esperados nesse xG e os que o guarda-redes belga sofreu realmente nesta edição.
Courtois sofreu 11 golos nos 11 jogos que disputou nesta Champions. No entanto, o xG contra dispara para 20,02 após os 64 remates enquadrados que enfrentou. A Big Data do BeSoccer Pro avalia sempre os golos esperados tendo em conta o volume e a clareza das oportunidades. Thibaut teve de intervir e defender por 53 vezes na competição até estes quartos de final.

Evitou 9,02 golos
E o dado que mostra o que significa perdê-lo para o Bayern: evitou 9,02 golos, a diferença entre esses 20,02 esperados e os 11 que sofreu. Se compararmos com os restantes guarda-redes desta Champions, está noutra liga. O seguinte na lista é David Raya, mas com 3,61 golos evitados. Ou seja, quase menos seis do que o belga até ao momento.
O Real Madrid já disputou três jogos esta época sem Courtois. O primeiro foi na Grécia, frente ao Olympiacos, em que a equipa branca sofreu e encaixou três golos, apesar da vitória por 3-4 na Fase de Liga com Lunin na baliza. Nos dezasseis avos da Taça do Rei, voltou a sofrer dois golos diante do Talavera (3-2). A última vez foi na eliminação da Taça, frente ao Albacete, no Carlos Belmonte, quando Lunin voltou a sofrer três (3-2).
O ucraniano já é um guarda-redes com alguma experiência internacional, sobretudo depois de 2023/2024, em que teve de assumir um papel mais importante do que esperava, mas substituir Courtois, um guarda-redes que está a evitar quase um golo por jogo nesta Champions, é uma missão de grande exigência.
