No sábado passado, durante uma assembleia geral, os sócios do clube aprovaram 510 milhões de euros em financiamento adicional para concluir as obras no Camp Nou e colmatar quebras de receitas.
O clube catalão vai dividir esse financiamento em dois elementos distintos.
Uma fonte disse à Reuters na quinta-feira que os primeiros 300 milhões de euros serão sob a forma de dívida de financiamento de projeto, estruturada através do fundo de titularização que está a financiar o estádio.
O reembolso será feito a partir das receitas futuras do Camp Nou, em particular das novas áreas VIP de hospitalidade que estão a ser criadas, e terá um prazo de 30 anos.
Este montante só pode ser utilizado para concluir as obras e está garantido pelas receitas do estádio e não pelos ativos do clube. A mesma fonte acrescentou que já decorreram conversações com potenciais investidores, conduzidas pela Goldman Sachs.
A Goldman Sachs recusou comentar e o Barcelona ainda não respondeu ao pedido de comentário.
Paralelamente, o clube contratou até 210 milhões de euros em dívida sénior garantida por receitas futuras de direitos televisivos provenientes da LaLiga e das competições da UEFA. Esta dívida terá um prazo de 10 anos.
Este financiamento destina-se especificamente a cobrir um défice de tesouraria causado pelos atrasos no projeto do estádio, que afetaram as receitas previstas do Barcelona.

Será dividido em duas emissões de 105 milhões de euros cada, uma das quais foi colocada em julho e a outra está prevista antes do final de 2026.
O Barcelona iniciou as obras no Camp Nou em 2023, estando a conclusão prevista para 2026. O estádio renovado terá a cobertura alargada, que antes cobria apenas a bancada principal, a todo o recinto e aumentará a capacidade para 105 000 lugares.
Durante a assembleia geral do Barcelona, o vice-presidente Ferran Olive afirmou que as obras no estádio não ficariam concluídas antes da época 2028-29.

Na primeira metade da temporada 2027-28, o Barcelona vai jogar no Estádio Olímpico de Montjuic enquanto a construção da cobertura é finalizada. Olive disse que o orçamento prevê o regresso ao Camp Nou em janeiro de 2028, embora possa acontecer mais cedo.
Olive e o presidente do Barcelona, Joan Laporta, atribuíram o aumento dos custos e os problemas na cadeia de abastecimento, que contribuíram para os atrasos, ao conflito na Ucrânia e às tendências económicas globais.
