Depois do princípio de acordo entre o ex-capitão do Real Madrid e o clube azulão, faltava um trâmite. Talvez o mais complicado de todos: que a entidade patronal aceitasse as condições económicas propostas pelo Getafe.
E não é nada fácil de resolver. Primeiro, porque o clube presidido por Ángel Torres parece já não ter margem salarial na Liga disponível para poder inscrever novos jogadores. Depois, porque, mesmo que tivesse, e o contrato de Carvajal coubesse nesse limite, a LaLiga teria de "acreditar" nessas condições.
"Não há acordo, não se pode romper o que não existe. Vamos tentar", reconheceu na quarta-feira o dirigente do Getafe, depois de conhecer a posição e os critérios económicos exigidos pela LaLiga, embora sem desistir de uma contratação galáctica.

Para evitar que se contorne o tecto salarial, como fizeram na altura os Clippers com Kawhi Leonard na NBA, a LaLiga estabelece um valor mínimo para o salário de um futebolista, em função do que este recebeu nos últimos anos.
Ou seja, se Dani Carvajal recebeu uma média de 10 milhões brutos, a LaLiga não aceitaria um contrato com um salário de 195 000 euros, que é o salário mínimo na LaLiga. Nem tão-pouco de um milhão de euros, que representaria apenas 10% do seu salário anterior.
Não é a primeira vez que a entidade patronal presidida por Javier Tebas inviabiliza contratações por esse motivo. Raúl Lizoain, por exemplo, ficou em 2019 impedido de assinar pelo Málaga devido a esses critérios económicos.
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