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"Julián está realmente mal, porque há pessoas que se encarregaram de enganá-lo, de confundi-lo", disse Gil Marín à emissora Movistar+, no Mónaco, onde acompanhou o sorteio da Liga dos Campeões.
"Lamento muito, porque conheço-o. Trabalhamos com ele há algum tempo e é uma grande pessoa, um grande profissional, um grande jogador, mas está completamente confuso", explicou o CEO do clube.
O jogador argentino, que está há dois dias sem treinar com a equipa do Atlético de Madrid, vive uma "situação muito difícil em nível pessoal e profissional", reconheceu Gil Marín.
O dirigente, que expressou o desejo de que um "grande jogador como Julián" queira permanecer no Atlético, não descartou totalmente uma saída caso não houvesse outra alternativa, mas afastou categoricamente a possibilidade de o Barcelona ser uma opção.
"A única decisão segura e firme é que não vamos negociar com o Barcelona", insistiu, ressaltando que conta com o apoio dos acionistas e diretores do clube.
Para Gil Marín, o Barcelona agiu com falta de ética e profissionalismo. Criticou as declarações feitas na quarta-feira pelo presidente do clube catalão, Joan Laporta, reiterando que a oferta por Julián Álvarez se mantém.
"Essas palavras ultrapassam uma linha vermelha", alertou nesta quinta-feira o vice-presidente da área desportiva do Barça, Rafa Yuste, em declarações à Movistar, também em Mônaco.
"Para nós, é inconcebível agir fora dos parâmetros desportivos e profis
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sionais que regem um clube", acrescentou Yuste. "Estou no futebol há mais de 30 anos. A minha palavra é uma das poucas coisas que tenho e, enquanto eu for o CEO, o jogador não será transferido para o Barcelona, com total certeza", insistiu Gil Marín.
Pela manhã, o conselho de administração do clube rojiblanco havia manifestado apoio unânime à postura de não vender Julián ao Barcelona.

