Abdul Mumin está em condições, disponível e pronto para jogar, mas o Rayo Vallecano está a travar a sua utilização, sabe o Flashscore.
O central ganês, que trabalhou incansavelmente para recuperar de uma das lesões mais exigentes do futebol, não voltou a disputar qualquer minuto oficial desde que recuperou, e a razão não está relacionada com o seu estado físico.
As negociações contratuais entre Mumin e o Rayo Vallecano estagnaram e, com o vínculo a terminar no final de junho, a situação criou um impasse desconfortável que ameaça ofuscar o regresso encorajador do jogador.
A lesão que mudou tudo
No dia 1 de março de 2025, Mumin sofreu uma lesão no ligamento cruzado num jogo frente ao Sevilha, tendo sido obrigado a sair aos 35 minutos após sentir desconforto no joelho na sequência de um lance.

Foi um duro revés para um jogador que atravessava o melhor momento da carreira. Em 24 jogos nessa época, tinha apontado dois golos e feito uma assistência, recebendo elogios generalizados pelas exibições consistentes.
O treinador do Rayo, Íñigo Pérez, chegou a descrever publicamente a época do defesa de 27 anos como "sensacional". A lesão pôs fim a esse percurso de forma abrupta.
Mumin regressou ao trabalho físico e de reforço muscular no final de novembro de 2025, após meses de reabilitação, tendo recebido luz verde do departamento médico antes do jogo do Rayo Vallecano frente ao Atlético de Madrid, a 15 de fevereiro de 2026, voltando a integrar a convocatória quase 11 meses depois da lesão.
Permaneceu no banco durante toda a vitória por 3-0, sem ser lançado pelo treinador. Este cenário acabaria por se repetir.
O impasse contratual
Antes da lesão no ligamento cruzado, o Rayo Vallecano mantinha conversações positivas com Mumin para prolongar o contrato para além de junho de 2026. As negociações decorriam com bom ritmo, mas a lesão alterou o panorama.
Fontes próximas do jogador revelaram ao Flashscore que, após a lesão, o Rayo Vallecano reduziu significativamente a proposta, receando que o defesa não voltasse ao nível anterior. O jogador de 27 anos rejeitou de imediato essa oferta inferior.
À medida que a recuperação evoluía e se tornava evidente que Mumin estava a recuperar bem, o Rayo melhorou a proposta. No entanto, nessa altura, o círculo do jogador já tinha aumentado as suas exigências e a nova proposta foi igualmente recusada.
Desde então, as negociações têm-se arrastado e o impasse faz com que, apesar de ter autorização médica para jogar, Mumin não tenha somado qualquer minuto em campo.
O Rayo está a preparar uma nova proposta, com um aumento salarial significativo e que prolongaria o vínculo até 2029, mas o acordo continua distante. Enquanto isso, o jogador limita-se a esperar e a observar.
Após o regresso ao banco frente ao Atlético de Madrid, a 15 de fevereiro, Mumin deixou de ser convocado para uma série de jogos seguintes. Continua a disputar jogos-treino com a equipa B do Rayo para manter a forma competitiva.
Voltou a sentar-se no banco na partida da LaLiga frente ao Barcelona, a 22 de março de 2026, novamente sem ser utilizado. Duas presenças no banco, zero minutos jogados.

Clubes atentos à situação
Com o contrato de Mumin a terminar no final de junho e sem renovação à vista, o mercado está atento.
Clubes da Premier League, LaLiga e Ligue 1, que já tinham demonstrado interesse no central ganês, estão a acompanhar de perto a situação, atentos à possibilidade de garantir um defesa experiente e com provas dadas na LaLiga a custo zero este verão.

É um cenário que o Rayo Vallecano quer evitar a todo o custo, pois arrisca-se a perder um jogador da qualidade de Mumin sem qualquer compensação, sobretudo alguém que se tinha afirmado como um dos defesas mais importantes da equipa antes da lesão. Mas, com as negociações num impasse e o jogador ainda sem minutos, o tempo começa a escassear para que as partes cheguem a entendimento.
Para Mumin, o risco é igualmente elevado. Aos 27 anos, com um Mundial no horizonte e a nova estrutura técnica do Gana ainda a definir-se após a saída de Otto Addo, precisa de minutos. Precisa de ritmo. E precisa de mostrar, em campo, que a lesão no ligamento cruzado já faz parte do passado.
Por agora, o Rayo não lhe permite fazê-lo. E, até que haja acordo contratual, dificilmente a situação mudará.
