Florentino Pérez reiterou que se recandidatou "para travar a venda do clube", após a apresentação de um vídeo intitulado "O Real Madrid não se vende".
Além disso, explicou o seu projeto da seguinte forma: "Hoje o Real Madrid é dos seus sócios, sem dúvida. Mas é do ponto de vista romântico e sentimental. No entanto, do ponto de vista económico, não temos nada. E a verdadeira propriedade é também sermos nós os donos do valor que o Real Madrid tiver. E que os nossos filhos possam herdar isso quando morrermos. Porque hoje morres, enterram-te e a relação com o Real Madrid termina para sempre. Para ti e para os teus descendentes."
"A situação atual é muito perigosa porque, no fundo, chega uma direção sem escrúpulos, endivida o clube, arruína-o e, quando já não vale nada, situação que encontrei quando cheguei em 2000, então fica-se com o clube por um euro. Já vimos isso noutros clubes. E eu não quero que isso aconteça no Real Madrid. Quero que seja sempre dos seus sócios", acrescentou.
"Vontade de perturbar"
Florentino Pérez continuou com os seus ataques à outra candidatura: "Tudo o que é importante no clube vai continuar a ser feito como até agora. Aqueles que querem enganar dizendo que vai mudar ou que sei lá o quê vai mudar, o que têm é vontade de perturbar".
E acrescentou. "O clube vai continuar a ser sempre um clube, com o seu presidente, com a sua direção e os seus órgãos de governo como até agora. Segundo: e o clube pode criar uma sociedade que seja 100% do clube. Onde levemos as atividades de futebol e basquetebol. Com o único objetivo de, se quisermos avaliar o valor do clube, poder permitir a entrada, de forma simbólica, a alguém que o avalie. E terceiro, se, chegado o momento, os sócios decidirem permitir a entrada de um investidor, com um máximo de 5% para que avaliem o clube, essa marca global ou o que for, não vai mandar no clube nem participar em nenhuma das suas decisões".
