Uma noite tensa no Bernabéu
O Santiago Bernabéu voltou a ser um palco exigente. Num contexto de rendimento irregular e ambiente de impaciência, o Real Madrid venceu o Rayo Vallecano por 2-1 com um penálti nos descontos, mas o resultado não foi suficiente para acalmar os adeptos.
Os assobios dirigiram-se a várias figuras da equipa, incluindo Vinícius Júnior, mas um dos principais alvos foi Franco Mastantuono, que foi titular e saiu substituído aos 59 minutos sob uma forte reprovação vinda das bancadas.
Um jogo sem peso ofensivo
O ex-jogador do River mostrou empenho na fase defensiva, mas voltou a ficar aquém quando a equipa precisava de desequilíbrio no ataque. Não conseguiu rematar à baliza, não venceu duelos decisivos nem foi capaz de ultrapassar os adversários pelo seu flanco.
Com o marcador empatado e o público visivelmente irritado, o treinador, Álvaro Arbeloa, optou por substituí-lo por Gonzalo García, que entrou sob aplausos, em contraste com os assobios que acompanharam a saída do argentino.

Números e contexto
Desde que chegou ao Real Madrid, o avançado argentino soma 22 jogos oficiais, repartidos entre LaLiga, Liga dos Campeões, Taça do Rei e Supertaça. Nesse período, marcou três golos, fez uma assistência e ultrapassou os 1.100 minutos em campo.
Nos últimos meses, além disso, tem lidado com uma pubalgia que ele próprio reconheceu como um problema físico relevante e que condicionou a sua continuidade e rendimento.
O apoio do treinador e o desafio que se segue
Após o jogo, Arbeloa abordou o ambiente no estádio e pediu apoio para os seus jogadores, sobretudo para os mais jovens. Entretanto, o Real Madrid continua na luta pela LaLiga, a um ponto do Barcelona, embora com o recente revés da pesada derrota frente ao Benfica na Liga dos Campeões, que obriga a equipa a disputar os play-offs.
Para Mastantuono, o desafio é claro: recuperar confiança, regularidade e influência no ataque num clube onde o erro tem margem mínima e a paciência costuma ser curta.
