Javier Aguirre, o melhor treinador da história do México, está de regresso à ação, deixando de lado o descanso que pretendia ter após orientar a seleção mexicana. E fá-lo-á ao comando do Valência, mergulhado num contexto em que o Vasco construiu uma reputação admirada pela sua capacidade de resgatar causas que pareciam perdidas.
Ocupando o penúltimo lugar da tabela após seis jornadas disputadas, a direção do Valência — criticada em uníssono pelos próprios adeptos — decidiu entregar tudo a Aguirre, na esperança de que repita o que fez no Espanhol e no Maiorca, equipas que salvou da descida, e até mesmo no Leganés, que não conseguiu manter na LaLiga, mas a quem incutiu carácter para lutar até ao fim.
Aguirre, um animal competitivo
Com 67 anos feitos, Aguirre despediu-se do México após a derrota da equipa Azteca frente à Inglaterra nos oitavos de final do último Mundial. Numa conferência de imprensa emotiva e cheia de simbolismo, anunciou que queria descansar e começar a desfrutar do caminho percorrido ao lado dos seus netos.
No entanto, para surpresa de muitos que pensavam que o Tri seria a sua última aventura como treinador, o mexicano não confirmou a sua retirada como técnico. Quase três meses depois, nos quais certamente esteve tranquilo ao lado da sua esposa Silvia e dos seus netos, Aguirre acabou por ceder à sua competitividade intacta e ao desejo de continuar a sentir-se relevante.
A decisão de Aguirre acabou por ser um revés para a recém-criada equipa técnica de Rafael Márquez, que ficará sem preparador físico. Pol Lorente, que acompanhou o treinador em vários percursos ao longo da sua carreira, deixará o Tri ao fazer valer a cláusula que estabeleceu verbalmente na seleção mexicana de seguir Javier para qualquer lado.
Assim, Lorente acompanhará o México na próxima data FIFA nos Estados Unidos, onde aproveitará para se despedir dos futebolistas, após o ciclo mundialista completo vivido com Aguirre. Depois, como já fez tantas outras vezes, fará as malas para rumar a Valência e reencontrar o seu mentor.
