Benfica: "Gostava de jogar no Benfica, é óbvio, mas não sei se será possível brevemente. Felizmente, cheguei a um patamar salarial em que é difícil para o Benfica acompanhar. Obviamente não espero ganhar o que ganho no Benfica, atenção, não é isso. Tenho de ir para o Benfica numa fase em que diga: ‘Vou baixar o meu salário'. Já ganhei mais do que aquilo que esperava. Tinha um objetivo e já ganhei muito mais. Mas para jogar no Benfica é como no Barça: por amor. Se puder não tirar nada ao Benfica, não tiro. De borla não, mas tenho que ir numa fase em que já não queira ganhar muito dinheiro."
Razões para o regresso: "Ter só dois na equipa principal do Benfica está-me atravessado. Especialmente pela parte da minha mãe, que era benfiquista e sonharia que eu jogasse no Estádio da Luz. É o clube da minha mãe, do meu irmão, de todos os meus amigos. Não quero ir para o Benfica sentindo que não estou no meu melhor. O Benfica é um clube exigente, um dos maiores do mundo, e, se sentir que não consigo estar à altura, é melhor não ir."
Leia mais: Cancelo aponta a possível regresso ao Benfica: "Vou baixar o meu salário"
Futuro imediato: "Tenho mais um ano de contrato (com o Al Hilal). Se tiver de jogar na Arábia, jogo, se tiver de jogar na Europa, jogo. Vai depender do Al Hilal."

Raízes no Barreirense: "Vi o Barcelona-Real Madrid, na final da Supertaça, no telemóvel porque fui ver o Barreirense-Olímpico Montijo no estádio. Fui ver um jogo ao estádio, encapuzado. Antes havia o Estádio D. Manuel de Mello, que mandaram abaixo, com muita pena minha. Se tivesse o dinheiro que tenho hoje, naquela altura, não deixava. Nem pensar. Agora têm um campo sintético. O Barreirense também não está bem financeiramente. A Academia tem boas condições, mas o campo para os seniores poderia ser melhor. Custa-me ver o clube assim. Ainda vou dar uma perninha lá. Nem que seja para vender bilhetes."
João Félix: "É o jogador mais talentoso da seleção. Falta-lhe linguagem corporal. Às vezes parece que está desligado do jogo."
Bernardo Silva: "É palhaço, é um pica-miolos. Gostava que ele fosse para o Barcelona ou para o Benfica."
José Mourinho: "Mourinho é uma referência do futebol português. Ganhou a Champions com o FC Porto em 2004, com o Inter em 2010. Duas equipas não favoritas a ganhar a Champions. É um treinador com um currículo invejável."
Jogadores dos três grandes: "Gosto muito do futebol do Bruma, apesar de ter tido lesão grave. Sou suspeito para falar, sou amigo dele. Gosto muito do futebol do Trincão, adoro o Geny Catamo. Gosto do Hjulmand. Do Benfica, gosto do Dedic, bom jogador. O Rafa é craque. Adoro o António Silva e o Tomás Araújo. Do FC Porto, gosto do Froholdt. Mora é muito bom jogador. Os laterais são muito físicos e os centrais fizeram muita diferença. E o Diogo Costa é dos melhores do mundo."
A morte da mãe: "Supera-se, mas tens sempre um vazio. A minha mãe era saudável e foi um choque. Num dia, num segundo, desabou tudo. Obrigou-me a ser o líder da família, que eu não estava preparado para ser. O meu pai é um pilar na minha vida, meteu-me a jogar futebol desde pequeno, mas um amor de mãe não dá para substituir. Senti muita falta da minha mãe, vivi situações complicadas, estive em caminhos complicados, mas a minha vida foi ao sítio. O futebol deu-me a vitamina para continuar. Era uma das promessas da formação do Benfica, já me viam com um jogador que podia chegar lá e pensei: ‘Se não for jogador de futebol, o que vou fazer? Vou acabar nas ruas’. Sou viciado em futebol. Tive aquela reação de querer deixar o futebol, mas pensei se era isso que a minha mãe queria."
Leia mais: "Tive uma discussão com Guardiola, não me queria mais lá, achei injusto e ainda hoje acho"
