Atlético Madrid 1-2 Barcelona

Um Atleti-Barça nunca desilude. NUNCA. E ainda menos com tanto em disputa. Uma vitória dos catalães daria aos culés meio título, depois do deslize do Real Madrid em Maiorca. E a revolução de Simeone, sem Julián nem Sorloth, prometia emoções fortes para perceber como funcionaria, já a pensar também na próxima Liga dos Campeões.
As hostilidades começaram cedo. No primeiro minuto, Lamine Yamal já tinha feito o primeiro remate. Depois, um livre de Rashford, fácil para Musso. E logo a seguir, a resposta de Griezmann. Que jogada fabulosa: túnel a Cubarsí, simulação que deixou Araújo no chão e... quando o Metropolitano já se preparava para festejar o golo, ofereceu a bola a Joan García. Que oportunidade desperdiçada.
O Atleti podia ter pago caro o erro porque na jogada seguinte, Fermín apareceu isolado perante Musso, sem reparar que Rashford estava sozinho ao seu lado. O jogador do Barcelona falhou. Tal como dois minutos depois, atrapalhado por Nahuel Molina, mas novamente frente a frente com o guarda-redes. E atenção, tudo isto em menos de um quarto de hora.
A sucessão de oportunidades era tão frenética que ambos os conjuntos fizeram uma pausa nessa luta física. Quando voltaram à carga, Lamine acertou com um remate subtil no poste. Mas foi o Atlético quem inaugurou o marcador. Um passe longo, controlo em corrida de Giuliano e o jovem Simeone não perdoou perante Joan García, fazendo o 1-0.
Os problemas pareciam multiplicar-se para o Barça. Depois de sofrer o golo, Araújo saiu lesionado na coxa e entrou Bernal. Mais uma vez. Mas então Rashford acalmou os ânimos, combinou com Olmo e rematou forte para bater Musso e empatar a partida em 1-1.
Antes do intervalo não houve mais golos, mas não faltaram acontecimentos. Desde logo uma confusão monumental que resultou em amarelos para Fermín, Koke e Nahuel. E terminou com a expulsão de Nico González. O lateral-esquerdo já tinha visto um amarelo por jogar com a mão, como se fosse guarda-redes. Depois, não hesitou em travar Lamine Yamal mesmo à entrada da área. O segundo amarelo era evidente e assim lho mostrou o árbitro. Mas uma chamada do VAR mudou a cor do cartão e acabou por ser expulso diretamente com vermelho. A aposta de Simeone saiu furada.
Após o intervalo, Simeone tirou Koke para reforçar a defesa com Ruggeri. Mas antes de se perceber se a alteração resultava, surgiu nova polémica. Busquets Ferrer mostrou o vermelho a Gerard Martín depois de este pisar com força a tíbia de Almada. Mas após indicação do VAR, reviu o lance e percebeu que o jogador do Barcelona tocou primeiro na bola, ficando-se pelo amarelo, para grande desagrado dos adeptos colchoneros.
O árbitro viu-se em apuros. A agressividade no relvado aumentou, tal como o barulho nas bancadas. E também os cartões começaram a surgir em catadupa. O jogo ficou tão confuso que nada de relevante aconteceu com bola durante um quarto de hora, para alívio do Atleti. Até que Lamine Yamal inventou uma jogada brilhante que não conseguiu finalizar como merecia. Isso levou Simeone a mexer no banco com uma tripla substituição e depois com a estreia de Taufik Seidu. Também Marc Bernal saiu lesionado.
O assédio dos comandados de Flick continuou. Musso negou dois golos a Ferran com duas defesas de grande nível, uma melhor que a outra. Mas faltava inspiração aos catalães. E isso permitiu ao Atlético segurar o empate... até que numa das muitas investidas de Cancelo, Musso só conseguiu desviar o remate do português, com a bola a ressaltar no peito de Lewandowski, bem posicionado como matador, para marcar o golo da vitória aos 86 minutos.
A LaLiga tem agora um sabor azulgrana e o Atleti poderá tentar a desforra na Liga dos Campeões... se o Barça o permitir, claro.

