LaLiga: Betis empata (0-0) antes da visita ao SC Braga

Fornals tenta um passe perante a presença de Dolan
Fornals tenta um passe perante a presença de DolanCRISTINA QUICLER / AFP

A paixão que Sevilha vive durante a Semana Santa não se refletiu no lado bético e futebolístico da cidade. Num outro jogo dececionante da equipa de Pellegrini, que já soma seis partidas consecutivas sem vencer na LaLiga, os andaluzes não conseguiram superar um Espanyol ainda mais em queda, pois, quatro meses após o início de 2026, continua sem saber o que é ganhar este ano. Ruibal e Pablo García dispuseram das duas melhores oportunidades para dar a vitória aos da casa, mas o nulo acabou por prevalecer.

Betis 0-0 Espanyol

As notas dos jogadores
As notas dos jogadoresFlashscore

Quando duas equipas acumulam tantas jornadas sem vencer, não é por acaso. Cinco no caso dos béticos e 12 no dos espanyolistas. Mostraram o motivo logo na primeira parte. Uma tentou assumir o jogo com bola, a anfitriã; a outra apostou no contra-ataque e nas bolas paradas, a visitante.

Mas não basta querer, é preciso conseguir. Para criar perigo com posse, são necessários jogadores criativos, com imaginação, capazes de combinar ou de enfrentar adversários. O Betis tem elementos para isso, mas na verdade só se via isso em Fornals. De Antony, por exemplo, nada. E para ameaçar sem bola, é preciso velocidade, verticalidade. O Espanyol também dispõe de jogadores assim. No entanto, na prática, Dolan, Roberto e Ngonge não conseguiram fazer a diferença.

O único momento digno de registo, entre remates fracos ou desenquadrados, foi uma triangulação entre Cucho, Bellerín e Ruibal, que Dmitrovic afastou, agigantando-se na baliza. Grande defesa do sérvio e lamentos dos adeptos do Betis, que já festejavam o golo. O guarda-redes ainda brilhou com uma boa estirada a cabeceamento de Altimira. Nada mais digno de nota antes do intervalo, num jogo sem história.

O Espanyol tentou mudar o ritmo, mexer em algo após o reatamento, mas foi apenas ilusão. Também o Betis não fez nada de relevante. Um espelho da insípida primeira parte, que certamente aborreceu muitos dos 54.444 espectadores presentes na Cartuja. Só depois de ultrapassada a hora de jogo é que Dmitrovic e Álvaro Valles tiveram de intervir. O primeiro, a remate de Cucho. O segundo, a um disparo de Edu Expósito.

Nem Pellegrini, nem Manolo González, nem ninguém com bom senso, gostava do que via. Por isso, mexeram nos seus bancos. A solução resultou um pouco melhor para o técnico do Betis. Chimy e Pablo García, pouco depois de entrarem, estiveram perto do golo. Especialmente o segundo, que acertou na trave e, já nos descontos, voltou a ameaçar o ferro na última jogada do encontro.

No fim, muita vontade do Betis, pouca do Espanyol em arriscar e um ponto escasso para cada lado.

Os números da partida
Os números da partidaOpta by Stats Perform

 

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