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Stuntman é o duplo que entra nas filmagens para executar as cenas de risco. Aquele que escala uma encosta, atira-se de uma varanda depois de levar um tiro ou faz passar o carro por uma abertura numa perseguição. No Barça, em termos futebolísticos, esse papel cabe a Dani Olmo. Talvez não seja o protagonista, mas é o especialista que aparece quando a bola está a arder.
Contra o Slavia de Praga, o médio ofensivo desbloqueou a equipa blaugrana num momento delicado. Após um ressalto dos centrais, armou o pé direito num espaço apertado e disparou com força para o poste mais distante, fazendo o 2-3 para o Barça. Poucos minutos depois, Robert Lewandowski selaria o resultado final no Fortuna Arena, mantendo a equipa de Hansi Flick na luta pelo top oito.
Esta não tem sido uma temporada fácil para Olmo. O antigo jogador do RB Leipzig foi titular em apenas 11 dos seus 23 jogos pelo F.C. Barcelona. Entre problemas físicos e a afirmação de Fermín López, outro em destaque na capital checa, o seu papel na equipa diminuiu consideravelmente. Ainda assim, o golo em Praga foi o seu sexto oficial da época, o sétimo se contarmos as suas prestações pela selecção espanhola, o que já o coloca na média habitual da sua carreira. E já não se trata tanto da quantidade, mas sim da qualidade.
Olmo é uma chave-mestra
Dos sete golos que marcou esta época, cinco serviram para inaugurar o marcador ou colocar o Barça e a Roja em vantagem. O primeiro decisivo foi precisamente por Espanha frente à Turquia, na última jornada da fase de qualificação para o Mundial. Na Cartuja, o jogador de Tarrasa fez o 1-0 logo a abrir o encontro, que terminou 2-2 devido a alguma descontração.

Já com a camisola blaugrana, Dani Olmo bisou frente ao Deportivo Alavés para consumar a reviravolta e fechar o resultado. Pablo Ibáñez colocou os babazorros em vantagem antes de passar um minuto e Lamine Yamal empatou pouco depois. À meia hora, o médio ofensivo apareceu vindo de trás para finalizar um passe atrasado de Raphinha e fazer o 1-2. Mesmo ao cair do pano, assinou o 1-3.
Uns dias depois, o futebolista de 27 anos voltou a marcar, desta vez contra o Atlético de Madrid. Baena abriu o marcador no Camp Nou, Raphinha empatou e, já na segunda parte, Olmo surgiu para apontar o 2-1 com um remate cruzado de grande dificuldade. E assim chegamos a Praga, onde teve a missão de substituir Pedri e, a frio, após apenas dois minutos em campo, protagonizou a sua cena mais marcante desta época.
A lesão de Pedri González volta a abrir-lhe as portas da titularidade e obriga-o a assumir mais responsabilidades. E o grande golo na capital checa surge como um impulso de confiança antes de abraçar o novo papel. Esta especialidade não é novidade: dos 18 golos que já marcou pelo Barça, nove deram vantagem à equipa, cinco foram o primeiro do jogo e dois deles valeram a vitória ao conjunto blaugrana. O Real Oviedo será outro filme.

