LaLiga: Fede Valverde evita novo deslize do Real Madrid em Vigo (1-2)

Vinícius fez um mau jogo nos Balaídos
Vinícius fez um mau jogo nos BalaídosREUTERS/Miguel Vidal

Quando tudo indicava que o Real Madrid já não tinha mais para dar e ia voltar a cair na LaLiga com um empate nos Balaídos, surgiu Fede Valverde para, com alguma sorte, garantir a vitória (1-2) aos merengues. O Celta sonhou com o triunfo quando Aspas atirou uma bola ao poste antes do golo do uruguaio.

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A ansiedade dos merengues após as duas últimas derrotas tinha um duro teste para superar nos Balaídos, onde os esperava um Celta paciente, capaz de jogar bem com bola ou de fechar-se sem ela para explorar o espaço. Para ultrapassar a crise, também obrigado pela dezena de ausências, Arbeloa apresentou um Real Madrid sem 9, com Vinícius e o esquecido Brahim bem abertos.

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Enquanto se adaptavam ao sistema, os de Giráldez aproveitaram para obrigar Courtois a trabalhar com dois remates perigosos de Borja Iglesias e Jutglà. A resposta chegou com um remate de Vinícius ao poste e com o golo de Tchouaméni após uma jogada de estratégia em que a defesa celeste se esqueceu-do francês. Com a vantagem, os madrilenos acalmaram os nervos, circulando a bola sem pudor perante um adversário errático.

Mas talvez por essa facilidade de combinar, embora sem profundidade, o Celta conseguiu o empate. A defesa, muito subida, adormeceu, o que permitiu a Swedberg ganhar as costas a um frágil Alexander-Arnold. O sueco, perante o olhar e a falta de agressividade do inglês, esperou a chegada de Borja Iglesias, com mais vontade do que os defesas, que não falhou no remate de primeira.

O abalo anímico do Real Madrid foi enorme. Desapareceu a mobilidade dos da frente, com Brahim sem confiança e Vinícius apagado. Os locais sentiram o medo e subiram um pouco mais as linhas. Dessa pressão e da qualidade no jogo associativo surgiu outra grande oportunidade, finalizada por Swedberg, mas Courtois voltou a negar o golo. Assim chegou o intervalo, com a sensação de que o Celta, se mostrasse um pouco mais de ambição, poderia vencer o jogo com relativa facilidade.

Apesar de tudo, Arbeloa não mexeu no banco. Também Giráldez, claro. Ambas as equipas aumentaram o ritmo e a agressividade em campo. Mas isso não se traduziu em remates. Vinícius e Brahim participaram mais, mas nenhum estava inspirado. O Celta defendia com facilidade, esperando o momento certo para lançar o contra-ataque.

Os minutos iam passando e a impotência dos merengues voltava a repetir-se, tal como frente ao Getafe na jornada anterior. Thiago tentou sem sucesso, tal como Vini, já em conflito com a bancada. Nessa altura, entrou Palacios para o lugar de Güler. Surpreendente. Tal como foi a chamada de Díaz de Mera para rever um possível penálti por mão de Jutglà. Houve, sim, mas antes também existiu um empurrão de Palacios a Ilaix Moriba. Assim, o Real Madrid ficou sem penálti a seu favor.

Assim chegou o duelo à reta final. Sem profundidade, verticalidade ou acerto no remate dos merengues. Sem ousadia de um Celta que não quis arriscar nem um pouco. Até que entrou Iago Aspas a cinco minutos do fim. O capitão, na sua primeira intervenção, deixou Asencio sentado e enviou um remate ao poste.

O Real Madrid tremeu e apenas conseguiu reagir com alguns cantos. Demasiado pouco para acreditar na vitória. Mas então apareceu Fede Valverde com um pontapé que desviou num defesa do Celta e apanhou Radu desprevenido. Uma vitória celebrada como se tivessem conquistado a LaLiga. Não o fizeram, mas também não a perderam.

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