Leganés 0-1 Rayo Vallecano

Leganés e Rayo disputaram um dérbi madrileno em Butarque com objectivos diferentes. Os Pepineros precisavam da vitória para fugir da zona de despromoção, enquanto a equipa de Valles queria continuar a sonhar com a Europa.
A primeira oportunidade coube a Nteka, após um erro de Juan Cruz. O francês obrigou Dmitrovic a intervir. O Leganés reagiu com um cruzamento de Juan Cruz que Cárdenas falhou, mas perdeu Cissé por lesão, que foi substituído por Tapia.
O Rayo controlava o jogo sem criar muito perigo para a equipa da casa, até aos 46 minutos, quando Sergio Gonzalez foi expulso por agarrar Nteka quando este se preparava para um livre. Lejeune tentou novamente antes do intervalo, mas o seu remate saiu por cima.
Na segunda parte, o Rayo tentou aproveitar a superioridade numérica. Mais uma vez Lejeune e Nteka tentaram, mas o lance polémico aconteceu na outra área, quando Raba caiu numa disputa com Raba, que não foi penalizada, depois de o árbitro ter verificado no VAR que a sua decisão tinha sido correta.
A equipa de Iñigo Pérez acabou com a resistência do Leganés numa jogada que envolveu três remates. Um pontapé de canto cobrado por Isi foi cabeceado à trave por Lejeune, depois Pathé Ciss voltou a cabecear, mas Dmitrovic não o permitiu. Mas, à terceira vez, com a perna, o senegalês encontrou o fundo das redes.
O Leganés procurava o golo do empate sem incomodar muito o Rayo. Miguel substituiu Óscar e deu mobilidade ao ataque. Raba também tentou a sua sorte com os seus cruzamentos para a área, mas não encontrou um finalizador. O Rayo podia ter feito o segundo golo, mas Dmitrovic defendeu o remate de Sergi Guardiola após um passe de Sergio Camello.
Antes do apito final, Brasanac foi derrubado na área por Lejeune, mas Iglesias Villanueva não assinalou penálti. A consulta ao VAR fê-lo mudar de ideias e assinalou uma grande penalidade.
A grande penalidade foi cobrada por Miguel e defendida por Batalla (ambos sorriram antes de o jogador do Valladolid a cobrar). O ressalto foi cabeceado pelo próprio Miguel e Rosier bateu a baliza Rayista. A loucura instalou-se em Butarque, mas, mais uma vez, o VAR interveio e anulou o golo, mas ordenou a repetição da grande penalidade.
Miguel de la Fuente voltou a cobrar o penálti, agora de cara limpa, mas não Batalla. O argentino voltou a defender a penalidade e foi o herói do Rayo, que ultrapassou o Mallorca e subiu para o sexto lugar da Liga Europa.

