Sevilha 0-3 Levante

Encontro muito equilibrado desde os primeiros minutos entre o Sevilha e o Levante. Com a posse de bola relativamente dividida e as oportunidades também, as equipas proporcionaram um duelo algo apático durante os primeiros 45 minutos. O jogo, sobretudo devido às constantes faltas cometidas pelos andaluzes (nove só na primeira parte), foi bastante interrompido, pouco atrativo para quem assistia e com demasiadas perdas de tempo.
A dinâmica fazia prever que o intervalo chegaria com o 0-0 inicial, mas os granotas tinham outros planos. Aos 45+2', Iker Losada levou a alegria ao lado valenciano ao marcar o 0-1, com uma finalização fantástica diante de Odisseas Vlachodimos, e mandou calar as bancadas do Pizjuán.
O Levante, que não vencia na LaLiga desde 4 de outubro (0-2 na visita ao Oviedo), recolheu ao balneário com uma excelente oportunidade de voltar a somar três pontos e aproximar-se da zona de salvação.
Sem o seu treinador, Matias Almeyda, expulso no último jogo, o Sevilha mostrou-se sem um plano claro. Ainda assim, com o passar dos minutos, a equipa recuperou a compostura e, já perto do fim, conseguiu criar dificuldades aos visitantes, que acabaram por acusar o esforço.
Mas, acima de tudo, era o dia do Levante, que, no melhor momento dos andaluzes, acabou por resolver o encontro. Morales, que entrou na segunda parte, deixou a bola à mercê para o 0-2 de Carlos Espí, que não desperdiçou frente ao guarda-redes e apontou o seu primeiro golo da época.
O golpe não foi nada bem recebido pelos anfitriões, embora tenham tido hipótese de voltar ao jogo através de um penálti rigoroso assinalado pelo VAR cobrado por Isaac Romero e defendido por Mathew Ryan, que também negou o golo ao avançado na recarga.
Por fim, Carlos Álvarez fechou as contas com o 0-3 já nos descontos, em contra-ataque, e o Levante somou a sua terceira vitória da temporada, mantendo-se no penúltimo lugar, mas agora com 13 pontos. O Sevilha despediu-se sob uma monumental assobiadela dos seus adeptos.

